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Dólar em Alta: Cenário Geopolítico e Produção Industrial no Brasil Impactam os Mercados

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O dólar opera em alta nesta quarta-feira (5), impulsionado por incertezas no cenário geopolítico global e pela divulgação de dados da produção industrial brasileira. Por volta das 10h, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,79. No dia anterior, o dólar registrou queda de 0,76%, fechando a R$ 5,7712. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou a sessão com recuo de 0,65%, atingindo 125.147 pontos.

Impacto do Cenário Geopolítico

As tensões internacionais continuam a influenciar os mercados. Declarações recentes do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o país poderia assumir o controle da Faixa de Gaza, geraram reações negativas ao redor do mundo. A fala, feita ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, intensificou temores sobre uma possível escalada do conflito no Oriente Médio, o que poderia impactar o fornecimento global de petróleo e afetar a economia mundial.

A política monetária dos EUA também segue no radar dos investidores. O vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson, reforçou a necessidade de cautela na condução dos juros no país, enquanto a presidente do Fed de Boston, Susan Collins, indicou que não há urgência para cortes na taxa básica, especialmente diante de novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo Trump. Juros elevados nos Estados Unidos tornam os títulos do Tesouro americano mais atraentes para investidores, reduzindo o apetite por ativos de mercados emergentes, como o Brasil.

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Dados da Indústria Brasileira

No cenário doméstico, os investidores repercutem a divulgação dos dados de produção industrial pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor industrial registrou queda de 0,3% em dezembro, marcando o terceiro mês consecutivo de retração. No entanto, no acumulado de 2024, houve crescimento de 3,1%, indicando que a economia segue resiliente.

Esse desempenho positivo é interpretado pelo mercado como um sinal de que a inflação pode continuar pressionada nos próximos meses. Uma economia aquecida impulsiona a demanda por bens e serviços, o que pode dificultar a queda dos preços. Nesse contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende se reunir com representantes do setor de alimentos para discutir soluções para conter a alta dos preços no país.

Cotações do Dólar e do Ibovespa

Por volta das 10h, o dólar registrava alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,7918. No acumulado da semana e do mês, a moeda apresenta queda de 1,13%, enquanto no ano acumula desvalorização de 6,61%.

O Ibovespa iniciou suas operações também às 10h. Na sessão anterior, o índice recuou 0,65%, chegando aos 125.147 pontos. No acumulado da semana e do mês, a bolsa apresenta queda de 0,78%, mas ainda registra um ganho de 4,04% em 2024.

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Expectativas para a Política Monetária Brasileira

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil divulgou nesta terça-feira (4) a ata de sua última reunião, realizada na semana passada. O documento indicou uma elevação significativa das projeções de inflação para os próximos meses, com previsão de que o índice permaneça acima da meta por pelo menos seis meses consecutivos.

A partir de 2025, com a implantação do novo regime de meta contínua para a inflação, o objetivo é manter o indicador em 3%, com margem de oscilação entre 1,5% e 4,5%. Caso a inflação ultrapasse esse intervalo por seis meses consecutivos, o país poderá enfrentar um novo estouro da meta.

Diante desse cenário, o Banco Central já indicou a possibilidade de um novo aumento de 1 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião, o que elevaria a taxa para 14,25% ao ano. O mercado financeiro, por sua vez, projeta que os juros possam atingir 15% ao ano até o fim de 2025.

O comportamento do dólar e a volatilidade do mercado financeiro continuam refletindo os desdobramentos internacionais e as expectativas econômicas para o Brasil, exigindo atenção redobrada dos investidores nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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