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Arrozeiros doam 40 mil litros de diesel a produtores da região central do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes

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Produtores de arroz da região central do Rio Grande do Sul receberam um apoio significativo para a recuperação das áreas afetadas pelas enchentes de maio e junho deste ano. Em uma ação coordenada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e pela Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana e Barra do Quaraí, mais de 30 produtores dos municípios de Dona Francisca e Agudo receberam 40 mil litros de diesel, com valor total aproximado de R$ 215 mil. O combustível será utilizado para a recuperação do solo e para o reinício do plantio nas áreas devastadas pelas enchentes.

Anderson Belloli, diretor Jurídico da Federarroz, ressaltou que a ação é uma extensão do compromisso institucional da entidade com os orizicultores e com a população gaúcha em momentos de necessidade. “Não só defendemos os produtores de grãos da região sul do estado, mas também estamos sempre prontos para ajudar a população gaúcha em situações de emergência, como foi o caso da pandemia e das enchentes de maio e junho,” afirmou Belloli.

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O diretor acrescentou que, nas últimas semanas, a Federarroz tem trabalhado intensamente com seus associados na doação de recursos para produtores da Depressão Central, região fortemente atingida pelas inundações. “O objetivo é ajudar os produtores a reconstruírem o que perderam, principalmente o solo, que é a base de sua produção. Estamos felizes em poder contribuir e continuaremos a trabalhar para tornar esse processo mais fácil e menos doloroso,” concluiu.

Ariosto de Macedo Pons Neto, presidente da Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana e Barra do Quaraí, também se mostrou satisfeito com a participação dos produtores da região da Fronteira Oeste, que prontamente atenderam ao chamado para ajudar. “Muitos produtores daqui de Uruguaiana e Barra do Quaraí têm raízes na região da Quarta Colônia, onde estão os municípios mais afetados pelas enchentes. A solidariedade é muito forte aqui, e todos estão satisfeitos em poder ajudar,” afirmou Pons Neto.

José Mário Tagliapietra, engenheiro agrônomo da Cooperativa Agrícola Mista Nova Palma (Camnpal) e representante da Coordenação da Recuperação da Margem do Rio Jacuí, também agradeceu o apoio. Ele destacou que um grupo de 25 produtores rurais de Dona Francisca se uniu para restaurar os danos causados pela enchente e que a contribuição foi essencial para a recuperação. “Agradecemos imensamente aos envolvidos, especialmente ao presidente da Associação de Arrozeiros de Uruguaiana e Barra do Quaraí e à diretoria da Federarroz, que coordenaram a arrecadação dos recursos necessários para a recuperação das áreas atingidas,” concluiu Tagliapietra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho recua no Brasil, Chicago opera estável e B3 fecha sem direção única em meio a oferta elevada

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Mercado do milho no Brasil acumula queda de 3,5% em junho com forte pressão da oferta

O mercado brasileiro de milho mantém trajetória de baixa ao longo de junho, pressionado principalmente pelo avanço da safrinha e pelo nível elevado dos estoques de passagem.

Na praça de Campinas (SP), referência para o Centro-Sul, o milho foi negociado a R$ 62,00 por saca de 60 kg nesta quarta-feira (24), reforçando o movimento de recuo observado ao longo do mês. A média parcial de junho ficou em R$ 63,06 por saca, queda de 3,5% frente a maio, quando o valor médio foi de R$ 65,35.

Segundo dados de mercado, o principal fator de pressão segue sendo a combinação entre oferta abundante e demanda interna sem força suficiente para absorver o volume disponível, o que mantém compradores mais cautelosos nas negociações.

A safrinha 2026 é estimada em 112,5 milhões de toneladas, segundo projeções do setor, configurando-se como uma das maiores já registradas no país. O cenário reforça a expectativa de excedente estrutural no curto e médio prazo, com impacto direto sobre a formação de preços.

No mercado físico, a liquidez permanece baixa. Produtores relatam resistência em aceitar valores abaixo do custo de produção, enquanto compradores atuam de forma mais seletiva, aguardando possíveis novas quedas ou oportunidades pontuais.

Chicago opera em estabilidade com equilíbrio entre demanda e clima favorável

No mercado internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (25) próximos da estabilidade, refletindo um cenário de equilíbrio entre fatores altistas e baixistas.

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Os vencimentos mais negociados apresentaram variações mistas: julho/26 com leve queda, setembro/26 estável e contratos mais longos com pequenas altas, indicando ajuste técnico após sessões recentes de volatilidade.

Entre os fatores de suporte, destaca-se a demanda externa. O México realizou compras de aproximadamente 100 mil toneladas de milho dos Estados Unidos, parte destinada ao atual ciclo comercial e parte para a safra 2026/27, segundo dados do USDA.

Por outro lado, o clima favorável no cinturão produtor norte-americano segue limitando movimentos de alta. A maioria das lavouras permanece em boas condições, o que sustenta expectativas de oferta confortável e reduz pressão sobre os preços.

B3 inicia sessão em leve queda com influência externa e fundamentos domésticos

Na Bolsa Brasileira (B3), o milho também começou o pregão desta quinta-feira com viés levemente negativo, acompanhando o comportamento mais contido do mercado internacional.

Por volta das 09h, os contratos futuros operavam entre R$ 63,97 e R$ 73,10. O vencimento julho/26 recuava para R$ 63,97, enquanto setembro/26 e janeiro/27 também registravam leves baixas, refletindo cautela dos investidores.

Na sessão anterior, o mercado havia encerrado de forma mista. O suporte inicial veio da valorização do dólar, mas perdeu força ao longo do dia com a queda das cotações em Chicago e o avanço da colheita da safrinha no Brasil.

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Relatos de produtividade irregular em algumas regiões, especialmente em Mato Grosso, adicionaram volatilidade ao mercado. Ao mesmo tempo, chuvas em áreas produtoras atrasaram os trabalhos de colheita e ajudaram a limitar quedas mais intensas.

No mercado físico regional, a liquidez segue reduzida. No Sul do país, compradores abastecidos mantêm negociações pontuais. No Paraná e em Santa Catarina, a diferença entre ofertas e pedidos continua travando acordos. Em Mato Grosso do Sul, a entrada gradual da segunda safra pressiona os preços, embora a demanda da indústria de bioenergia siga como fator de sustentação pontual.

Panorama geral: oferta elevada mantém mercado sob pressão no curto prazo

O mercado global de milho entra no segundo semestre com predominância de fundamentos baixistas, especialmente no Brasil, onde a safrinha volumosa reforça o cenário de superoferta.

Enquanto Chicago oscila de forma lateral, sustentada por exportações pontuais e clima favorável, a B3 reflete o ajuste entre fatores externos e a realidade doméstica de ampla disponibilidade.

No curto prazo, o comportamento dos preços deve continuar condicionado ao ritmo de colheita, ao apetite das exportações e à capacidade de absorção do mercado interno, especialmente do setor de proteína animal e da indústria de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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