AGRONEGÓCIO

Dólar e Bolsa: Cenário de Mercado Combinado com Inflação e Juros no Brasil

Publicado em

O dólar comercial iniciou a sessão desta sexta-feira (13) em queda frente ao real após os movimentos mistos observados nos últimos dias, com foco no comportamento dos preços do petróleo, dados de inflação no Brasil e cenário externo turbulento. Por volta das 09h05, a moeda norte-americana recuava cerca de 0,22%, cotada a R$ 5,2303 no mercado à vista.

Na sessão anterior, o dólar havia registrado alta significativa de 1,62%, cotado a R$ 5,2422, pressionado pela aversão ao risco global e movimentos nos preços de commodities.

Indicadores de câmbio e bolsa
  • Dólar (acumulado)
    • Semana: -0,03%
    • Mês: +2,11%
    • Ano: -4,49%
  • Ibovespa (acumulado)
    • Semana: -0,04%
    • Mês: -5,03%
    • Ano: +11,27%

Esses dados mostram um mercado brasileiro ainda sensível aos fatores externos e à percepção de risco, apesar da tentativa de recuperação da moeda em janeiro e fevereiro.

Petróleo acima de US$ 100 e impacto global nos mercados

Os contratos futuros de petróleo seguem em alta expressiva, com o Brent acima de US$ 100 por barril, impulsionados por conflitos geopolíticos e interrupções nas rotas de navios-tanque no Golfo Pérsico. Esses fatores elevaram novamente os temores de inflação global.

A elevação do preço do petróleo tem sido um dos principais motores da volatilidade nos mercados financeiros, pressionando moedas emergentes e ampliando a busca por ativos considerados porto‑seguro, como o dólar.

Inflação brasileira acelera acima das expectativas

Os dados mais recentes do **IBGE mostram que o IPCA de fevereiro de 2026 acelerou para 0,70%, maior taxa mensal observada desde abril de 2024 e acima das expectativas do mercado. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 3,81%, ainda dentro da meta do Banco Central, mas indicando uma trajetória mais firme no curto prazo.

Leia Também:  Exportações de milho do Brasil iniciam 2026 em alta, com Irã na liderança e alerta para tensões geopolíticas

Nos grupos que mais impactaram o índice, Educação e Transportes responderam pela maior parte do avanço, refletindo reajustes de mensalidades e custos de deslocamento.

Ibovespa cede com aversão ao risco e leilões de volatilidade

O principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, encerrou o pregão de quinta‑feira em queda acentuada, refletindo o clima de aversão ao risco global e preocupações com os fluxos de capitais. O índice caiu 2,55%, aos 179.285 pontos, com destaque para setores como bancos e empresas intensivamente expostas a commodities.

Esse movimento mostra que tanto o câmbio quanto a bolsa têm sido influenciados mais por fatores externos e preços de energia do que por fundamentos domésticos isolados.

Juros futuros sob pressão com inflação e câmbio em foco

O ambiente de maior incerteza também se estende ao mercado de juros futuros. As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam majoritariamente em alta, reflexo das expectativas de que o Banco Central pode adotar uma postura menos agressiva em cortes de juros se a inflação persistir acima das projeções em março.

No fechamento:

  • DI para jan/2027: 13,995%
  • DI para jan/2028: 13,465%
  • DI para jan/2029: 13,485%
  • DI para jan/2030: 13,655%
Leia Também:  Biometano Pode Revolucionar o Setor de Transportes no Brasil e Criar Milhares de Empregos

Esses níveis ilustram a precificação de risco ainda elevado nos contratos de longo prazo e a hesitação do mercado em antecipar cortes profundos da taxa Selic diante da inflação persistente.

Perspectivas para política monetária no Brasil

Apesar da inflação em 12 meses estar relativamente controlada, o cenário externo permanece como um dos maiores vetores de incerteza, podendo influenciar o ritmo de eventual redução da Selic, atualmente em patamares elevados. Alguns bancos e casas de análise apontam para um corte moderado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), enquanto outras veem necessidade de cautela caso pressões inflacionárias externas persistam.

A trajetória dos juros e do câmbio segue diretamente atrelada a fatores como os preços do petróleo, ambiente geopolítico e dados econômicos domésticos que afetam expectativas de inflação e atividade.

Conclusão: Mercado enfrenta volatilidade entre câmbio, inflação e juros

Em síntese, o mercado financeiro brasileiro opera entre ajustes no câmbio, dados de inflação acima das expectativas e uma bolsa sensível às condições externas. O dólar recua levemente hoje frente ao real, mas segue influenciado por fatores globais, enquanto o Ibovespa reflete o sentimento de risco dos investidores.

Os próximos dias serão determinantes para confirmar se o ciclo de corte de juros poderá avançar conforme esperado ou se a volatilidade global continuará a pressionar ativos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pulverização foliar ganha protagonismo no campo e Summit da Abisolo debate estratégias para aumentar eficiência nutricional

Published

on

A busca por maior eficiência nutricional nas lavouras e melhor aproveitamento dos fertilizantes foliares tem acelerado o interesse do setor agrícola por tecnologias e práticas mais precisas de manejo. Nesse cenário, a pulverização foliar se consolida como uma das ferramentas estratégicas da agricultura moderna, especialmente diante da pressão por produtividade, sustentabilidade e redução de perdas no campo.

O tema será um dos destaques do Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), nos dias 9 e 10 de junho, no Pecege, em Piracicaba (SP).

Entre os principais nomes da programação está a cientista e pesquisadora espanhola Victoria Fernández, da Universidade Politécnica de Madrid (UPM), que apresentará no dia 10 de junho a palestra “Atualidades na adubação foliar”.

Evento discutirá eficiência de fertilizantes e bioestimulantes

Durante a apresentação, Victoria Fernández abordará os avanços científicos mais recentes relacionados à aplicação foliar de fertilizantes e bioestimulantes, conectando pesquisas internacionais à realidade da produção agrícola comercial.

A proposta é mostrar como o entendimento dos mecanismos de absorção e interação das pulverizações foliares com a superfície das plantas pode aumentar a eficiência agronômica e gerar melhores resultados produtivos no campo.

“Nossa intenção é unir o conhecimento científico fundamental sobre a absorção de fertilizantes e bioestimulantes a cenários reais de produção”, destaca a pesquisadora.

Segundo ela, o objetivo é transformar descobertas científicas em aplicações práticas para o produtor rural, oferecendo orientações claras sobre manejo e estratégias capazes de otimizar o desempenho das pulverizações foliares em diferentes culturas e ambientes produtivos.

Leia Também:  Produtores rurais em São Paulo preocupados com mudanças no crédito de ICMS
Ciência aplicada busca aumentar aproveitamento nutricional das plantas

Ao longo dos últimos 14 anos, Victoria Fernández desenvolveu estudos voltados à caracterização das interações entre as gotas de fertilizantes e a superfície foliar das plantas, utilizando abordagens multidisciplinares e métodos inovadores.

Os trabalhos da pesquisadora são referência internacional na análise físico-química da superfície das folhas, considerada uma das principais barreiras à absorção eficiente de fertilizantes e defensivos agrícolas.

A cientista também atua em projetos conjuntos com empresas do setor agroquímico e participa de importantes publicações científicas ligadas à nutrição vegetal e fisiologia de plantas.

Entre suas contribuições estão participações na obra “Marschner’s Mineral Nutrition of Higher Plants”, uma das principais referências globais em nutrição mineral vegetal, além de atuação editorial em revistas científicas internacionais da área de ciência de plantas.

Agricultura de precisão e manejo foliar avançam no agronegócio

A crescente adoção de fertilizantes especiais, bioestimulantes e tecnologias de agricultura de precisão vem aumentando a importância da pulverização foliar dentro do manejo agrícola.

Especialistas destacam que o uso eficiente dessas aplicações depende não apenas da escolha do produto, mas também de fatores como clima, formulação, tamanho das gotas, características da superfície foliar e capacidade de absorção das plantas.

Leia Também:  Futuros do milho mantêm tendência positiva na B3; Chicago registra valorizações após feriado

Nesse contexto, o Summit de Nutrição Vegetal Inteligente busca aproximar ciência, indústria e produtores rurais para ampliar a transferência de conhecimento técnico ao campo.

Segundo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, o acesso às metodologias desenvolvidas por Victoria Fernández representa uma oportunidade estratégica para o setor agrícola brasileiro.

“A adubação foliar exige inovação constante. Entender de forma mais profunda as interações na superfície das plantas permite aplicar fertilizantes e bioestimulantes de maneira mais eficiente e competitiva”, afirma.

Eficiência nutricional se torna prioridade diante da pressão por produtividade

Com o aumento dos custos de produção, a necessidade de uso racional de insumos e os desafios impostos pelas mudanças climáticas, tecnologias ligadas à nutrição vegetal ganham espaço no agronegócio brasileiro.

A tendência é que soluções voltadas à eficiência fisiológica das plantas, agricultura de precisão e aplicações inteligentes avancem cada vez mais nas propriedades rurais, reforçando o papel da ciência aplicada como diferencial competitivo no campo.

O Summit da Abisolo surge, nesse contexto, como um dos principais fóruns técnicos para debater inovação, manejo nutricional e o futuro da produtividade agrícola no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA