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Dólar cai na sessão em meio a movimento de ajuste, mas caminha para alta semanal

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O dólar tinha queda frente ao real nesta sexta-feira, com investidores realizando lucros, mas a moeda norte-americana caminhava para alta semanal já que persistia na cena internacional uma moderação nas apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Às 9:48 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,32%, a 4,9164 reais na venda.

Na B3, às 9:48 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,27%, a 4,9235 reais.

“Vejo em partes um movimento técnico, com realização após as máximas de ontem; o dólar estava rondando os 4,70 no final do ano passado, então invariavelmente chama vendas quando encosta em 5,00”, explicou à Reuters Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

Na véspera, em sessão marcada por vaivém, o dólar chegou a subir para 4,9570 reais, maior patamar intradiário desde 13 de dezembro, depois que uma queda forte nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos alimentou movimento recente de redução de apostas em um corte de juros em março pelo Fed, corroborado também por resistência das autoridades do Fed a um início precoce do afrouxamento monetário.

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Os investidores agora esperam que o Fed faça cortes de 140 pontos-base na taxa de juros este ano, abaixo dos 165 pontos estimados na semana anterior. Eles também veem uma chance de aproximadamente 54% de que o primeiro corte ocorra em março, em comparação com 77% uma semana atrás.

O economista-chefe da Genial Investimentos, José Marcio Camargo, escreveu em relatório a clientes que a política monetária do Fed é “muito dependente dos dados e, desta forma, gera grande volatilidade nos preços dos ativos financeiros” conforme novas informações são divulgadas.

Na semana que vem, serão divulgados nos EUA dados de inflação acompanhados de perto pelo Federal Reserve, os do índice PCE, que podem ajudar a nortear as expectativas de mercado, disseram vários operadores nesta sexta-feira.

Enquanto isso, no Brasil, a economia seguiu a passos lentos na metade do quarto trimestre de 2023 e ficou estagnada em novembro, mostraram nesta sexta-feira dados do Banco Central que corroboram a perspectiva de fraqueza no final do ano passado.

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O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) teve variação positiva de 0,01% na comparação com o mês anterior, bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,10%, mas interrompendo três meses seguidos em território negativo.

A moeda norte-americana estava a caminho de fechar a semana em alta de 1,20% frente ao real, acumulando no mês de janeiro ganhos de 1,30% –boa parte desses concentrados nos últimos dias.

Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9321 reais na venda, em leve alta de 0,03%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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