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Dólar Cai Levemente Antes das Decisões de Juros no Brasil e no Exterior

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Nesta segunda-feira, 29, o dólar apresenta uma leve queda em relação ao real, enquanto investidores adotam uma postura cautelosa à espera das decisões de política monetária do Banco Central do Brasil, do Federal Reserve (Fed) e do Banco do Japão, que serão divulgadas na quarta-feira.

Às 9h51 (horário de Brasília), o dólar à vista estava cotado a R$ 5,6482, uma baixa de 0,18%. Na B3, o contrato de dólar futuro com primeiro vencimento recuava 0,44%, sendo negociado a R$ 5,644. Na última sexta-feira, o dólar à vista havia encerrado o dia a R$ 5,6583, marcando uma alta de 0,19%.

Os investidores estão atentos às reuniões de bancos centrais ao redor do mundo nesta semana, em busca de indícios sobre a futura política monetária no Brasil e em outros mercados que impactam diretamente a moeda brasileira.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciará sua decisão na quarta-feira. A expectativa é que a taxa Selic seja mantida em 10,50% ao ano pela segunda vez consecutiva, conforme previsões de economistas consultados pela Reuters. As autoridades do Banco Central estão preocupadas com a desancoragem das expectativas de inflação em um cenário global incerto.

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Na pesquisa Focus, economistas consultados pelo BC revisaram para cima suas projeções de inflação, prevendo que o IPCA fechará 2024 em 4,10% e 2025 em 3,96%, acima da meta oficial de 3% estabelecida pela instituição.

Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank, comentou que “diante dos riscos e da depreciação do câmbio, o Copom provavelmente expressará sua preocupação nesta semana e poderá até sugerir ações para controlar a situação”. Segundo ele, qualquer sinal de ação por parte do Copom seria um argumento positivo para o real.

O Federal Reserve também divulgará sua decisão de política monetária na quarta-feira, com a expectativa de manutenção da taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%. No entanto, analistas estarão atentos aos sinais sobre possíveis futuros cortes de juros, especialmente com apostas crescentes no mercado para uma redução em setembro e, possivelmente, outra até o fim do ano. Um corte nos juros pode enfraquecer o dólar, tornando-o menos atraente comparado a outros ativos.

A reunião do Banco do Japão, também prevista para quarta-feira, será observada de perto, com especulações sobre um possível aumento da taxa de juros. A expectativa de um aperto monetário no Japão já havia valorizado o iene na semana passada, pressionando as moedas de mercados emergentes.

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Os preços das commodities, outro fator relevante para a fraqueza das moedas emergentes, continuam no radar dos investidores, especialmente em relação à reação da China às perspectivas econômicas desfavoráveis.

Na sessão desta segunda-feira, o desempenho do dólar frente a moedas de mercados emergentes foi misto. A divisa norte-americana avançou frente ao rand sul-africano, mas permaneceu estável frente ao peso mexicano e ao peso chileno. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,23%, alcançando 104,610.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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