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Do planejamento à inovação: como iniciar no agronegócio e garantir sucesso

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Nesse século, especialmente nas duas últimas décadas, o agronegócio tem ganhado relevância no panorama econômico do Brasil, impulsionado pelo aumento significativo de sua produtividade.

Conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da Esalq/USP, em colaboração com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do setor agropecuário brasileiro registrou uma alta de 8,36% em 2021.

Outro ponto de destaque é que, mesmo durante a pandemia, o agronegócio conseguiu manter os níveis de emprego estáveis, alcançando o melhor desempenho na criação de vagas dos últimos dez anos, conforme informações da CNA. Esses dados mostram que, em comparação com os demais setores econômicos, trata-se de um negócio que vale a pena investir.

De fato, iniciar no agronegócio pode parecer um desafio, mas com um bom planejamento e dedicação é possível construir um negócio de sucesso. Esse setor, que movimenta grande parte da economia brasileira, oferece diversas oportunidades, desde a produção de alimentos até a exportação de commodities. Nesse sentido, existem alguns passos que podem garantir um início mais estruturado e seguro nesse segmento.

Em tese, para aqueles que desejam iniciar nesta atividade produtiva, o primeiro passo é realizar um planejamento detalhado. Isso envolve, então, compreender o setor, as necessidades impostas pelo mercado e as possibilidades de investimento em suas múltiplas esferas.

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É elementar, portanto, definir qual será o nicho de atuação — seja na produção agrícola, pecuária, hortifrutigranjeiros, entre outros — e analisar a viabilidade da região escolhida para o empreendimento. Além disso, estudar a demanda por produtos específicos pode garantir adequação às lacunas que existem no mercado.

É importante enfatizar que o agronegócio é um setor em constante evolução, no qual a adoção de novas tecnologias e técnicas pode fazer uma grande diferença em termos produtivos. Os objetos técnicos, hoje, desempenham papel de destaque na gestão dos agro-sistemas em sua totalidade. Por isso, investir em qualificação é um passo essencial.

Cursos voltados para a área, como gestão no agronegócio, sustentabilidade agrícola ou até cursos mais técnicos, como o manejo de culturas específicas, podem oferecer uma base sólida para aqueles que pretendem aventurar-se nesse segmento. Além disso, estar atualizado em temas como uso de drones, irrigação inteligente e agricultura de precisão pode trazer vantagens competitivas.

Não é novidade, a partir do avanço daquilo que se compreende como indústria 4.0, que as inovações tecnológicas têm impactado profundamente o agronegócio, tornando-se indispensável para quem deseja ter uma produção eficiente e sustentável. No segmento, atualmente, a sustentabilidade encontra-se em amplo debate e, por consequência, influencia diretamente na imagem do produtor e dos produtos gerados.

Nesse sentido, tecnologias como automação no campo, sensores para monitoramento de solo e clima, além do uso de sistemas de gestão integrados, ajudam o produtor a aumentar a produtividade, reduzindo custos e produzindo de forma sustentável.

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Outra dica essencial é não se esquecer do marketing. Ter presença no mercado e construir uma boa reputação são fatores importantes. Isso inclui desenvolver uma marca forte, investir em canais de venda online e criar relacionamentos sólidos com fornecedores e clientes.

O networking é fundamental no agronegócio, visto que, a partir dessa estratégia, torna-se possível construir parcerias que podem abrir portas para novos mercados e facilitar a negociação de insumos e equipamentos. Por conseguinte, é importante esclarecer que iniciar um negócio no agronegócio pode exigir um capital significativo, principalmente no que diz respeito à compra de terras, maquinário e insumos.

Portanto, contar com linhas de crédito adequadas pode ser um diferencial. Muitas vezes, os pequenos produtores recorrem a programas de financiamento agrícola ou optam por alternativas como o empréstimo com garantia de veículo, que pode ser uma solução viável para levantar recursos iniciais.

No fim, o agronegócio é um setor promissor, mas que exige preparo e dedicação. Com um bom planejamento, capacitação adequada e acesso a crédito, torna-se possível iniciar um empreendimento sólido.

Fonte: Conversion + Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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