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Diminuição na safra desperta receios de alta nos preços nos supermercados

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Nesta terça-feira (27), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reuniu-se para discutir a crise que atinge o setor agropecuário brasileiro. Com a projeção de redução na colheita de grãos no Centro-Oeste, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou suas estimativas, elevando as preocupações sobre os possíveis impactos no Produto Interno Bruto (PIB) e no desemprego em todo o país. Caso a quebra de safra seja confirmada, há o temor de um aumento nos preços nos supermercados.

A diminuição na safra pode provocar um aumento nos preços dos supermercados por diversas razões. Primeiramente, a redução na oferta de produtos agrícolas devido à quebra de safra diminui a disponibilidade desses alimentos no mercado. Com menos produtos disponíveis, a demanda pode superar a oferta, levando os preços a subirem devido à competição entre os consumidores pelos itens escassos. Além disso, a quebra de safra também pode impactar os custos de produção agrícola, com os agricultores enfrentando desafios adicionais, como investir em medidas para proteger suas plantações ou recorrer a tecnologias mais caras para mitigar os efeitos adversos do clima.

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Segundo o relatório divulgado no início de fevereiro, a estimativa de 299,8 milhões de toneladas pela estatal é 6,6 milhões menor do que a prevista em janeiro, representando uma diminuição de 6,3% em relação ao ciclo anterior (2022/23), que totalizou 319,8 milhões de toneladas.

O presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a crise atual exigirá tempo e esforços para ser resolvida. Ele ressaltou a importância de buscar soluções em parceria com o governo, deixando de lado disputas políticas e concentrando-se na assistência aos produtores diante da quebra de safra e seus efeitos prejudiciais.

De acordo com o deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), a situação enfrentada pelo setor agropecuário é complexa, refletindo-se nos preços elevados nos supermercados. Souza apontou que o aumento do custo de produção, associado às condições climáticas adversas, está pressionando os produtores, destacando que o problema principal não é a produção, mas sim o preço.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) expressou sua preocupação com a queda de produtividade sem perspectivas claras de melhora. Bagattoli alertou que a segunda safra, incluindo o milho safrinha e o algodão, também será afetada, tornando a quebra de safra um desafio que pode persistir além do esperado. Em resposta à crise, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) apresentou o projeto de lei 165/2024, visando a renegociação das dívidas dos produtores rurais. Nogueira destacou que essa medida busca proporcionar um alívio financeiro aos agricultores, permitindo-lhes enfrentar os desafios de forma mais resiliente e evitar um endividamento excessivo que comprometeria suas operações.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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