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Diesel cai até 2,64% em maio após novo corte da Petrobras, aponta levantamento Edenred Ticket Log

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Queda significativa nos preços do diesel em maio

Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel registrou quedas importantes em maio de 2025, refletindo o terceiro corte no preço realizado pela Petrobras neste ano. O diesel comum teve preço médio de R$ 6,22 no mês, uma redução de 2,51% em relação a abril. Já o diesel S-10 caiu 2,64%, atingindo média de R$ 6,27. Esses valores são os menores registrados pelo IPTL desde dezembro de 2024.

Impacto dos cortes da Petrobras no mercado

Renato Mascarenhas, Diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade, destaca que as reduções nos preços são resultado direto dos reajustes para baixo da Petrobras. “Esses cortes estimulam um ambiente mais competitivo nos postos, refletindo na redução do preço final ao consumidor”, afirma.

Desempenho regional dos preços do diesel

O levantamento apontou que a maior queda nos preços do diesel em maio ocorreu no Centro-Oeste. O diesel comum recuou 2,95%, com média de R$ 6,26, enquanto o S-10 teve redução de 3,06%, custando em média R$ 6,34 na região.

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No Sul do país, foram registradas as médias mais baixas para ambos os tipos de diesel: R$ 6,00 para o comum (queda de 2,91%) e R$ 6,05 para o S-10, que caiu 2,89% em relação a abril.

Já no Norte, apesar da queda nos preços, o diesel comum e o S-10 mantiveram os valores médios mais altos do país em maio: R$ 6,89 (queda de 0,86%) para o comum e R$ 6,70 (redução de 2,19%) para o S-10.

Preços por estado: variações e destaques

No nível estadual, o Acre registrou o maior preço médio do diesel comum em maio, a R$ 7,76, mesmo após uma queda de 0,89%. Por outro lado, o Paraná ofereceu o diesel mais barato, com média de R$ 5,96, após redução de 3,25% no mês.

Alagoas teve a maior redução percentual do diesel comum no país, com queda de 5,70%, alcançando preço médio de R$ 6,29. O Amazonas foi o único estado onde o diesel comum ficou mais caro, com alta de 1,74%, chegando a R$ 7,01.

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Para o diesel S-10, o maior preço médio também foi no Acre, R$ 7,70, após redução de 1,91%. Pernambuco registrou o menor preço do combustível no mês, R$ 5,92, com queda de 3,90%, a maior entre os estados para o S-10. Nenhum estado apresentou aumento no preço do diesel S-10 em maio.

Esse cenário mostra a influência dos cortes da Petrobras no preço final do diesel, refletindo diretamente no bolso dos consumidores e na dinâmica do mercado em diferentes regiões do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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