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Dia Nacional dos Animais é celebrado com feira de adoção e ações de conscientização em Cuiabá

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Em alusão ao Dia Nacional dos Animais, celebrado em 14 de março, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, realizará uma feira de adoção no Parque Tia Nair.

O objetivo é aproximar a população da causa animal e ampliar a conscientização sobre guarda responsável, adoção, castração e combate aos maus-tratos. O evento acontece a partir das 16h30 com 8 animais disponíveis ao acolhimento de um lar afetivo.

A ação busca transformar a data em um momento de mobilização social e educação, reforçando que a proteção animal vai além do resgate e do acolhimento. Além de ser uma oportunidade para que a população conhecer mais de perto o trabalho desenvolvido pela Bem-Estar Animal em Cuiabá, os fluxos de atendimento e a importância da participação cidadã na construção de uma política pública mais eficiente.

Durante a feira, os visitantes poderão conhecer os animais aptos para adoção, já socializados e preparados para receber um novo lar. Muitos desses animais foram resgatados de situações de abandono, vulnerabilidade ou maus-tratos e hoje estão prontos para iniciar uma nova história ao lado de famílias responsáveis.

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Além do incentivo à adoção, haverá orientações sobre temas fundamentais, como castração, responsabilidade dos tutores, prevenção de maus-tratos, cuidados básicos com os animais e o papel da sociedade na promoção do bem-estar animal em Cuiabá.

A secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, destaca que a data é uma oportunidade importante para ampliar o diálogo com a sociedade e fortalecer a consciência coletiva sobre a causa animal.

“Mais do que celebrar o Dia Nacional dos Animais, queremos aproveitar essa data para promover conscientização e aproximar a população das ações de bem-estar animal desenvolvidas no município. A proteção animal também passa pela informação, pela responsabilidade e pela participação da sociedade”, afirmou.

Morgana ressalta que a feira de adoção tem um papel que vai além da busca por novos lares para os animais acolhidos.

“A feira é um espaço de encontro com a população, de educação e de construção de vínculo. É uma oportunidade para as pessoas conhecerem nosso trabalho, entenderem a importância da adoção responsável e se tornarem parceiras nessa rede de proteção animal”, completou.

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O convite está aberto para participação, conhecer os animais disponíveis para adoção e aproveitar o momento para tirar dúvidas, receber orientações e contribuir com a construção das ações em prol da causa animal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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