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Colheita da safrinha de milho 2025 alcança 39,5% no Centro-Sul e 50,6% no Matopiba, aponta Safras & Mercado

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Safrinha 2025 já foi colhida em 39,5% da área no Centro-Sul

A colheita da segunda safra de milho (safrinha) 2025 no Centro-Sul do Brasil chegou a 39,5% da área total estimada de 15,407 milhões de hectares até a última sexta-feira (18), segundo levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado.

Desempenho por estado no Centro-Sul

A colheita apresenta o seguinte andamento por estado:

  • Mato Grosso: 53,4% da área colhida
  • Paraná: 35,8%
  • Mato Grosso do Sul: 38,3%
  • Goiás: 19,8%
  • São Paulo: 9,1%
  • Minas Gerais: 5,2%
Atraso em relação ao ano anterior e à média histórica

No mesmo período de 2024, o Centro-Sul já havia colhido 67,1% da área cultivada de 14,711 milhões de hectares. A média dos últimos cinco anos para o mesmo intervalo é de 47,8%, indicando um ritmo mais lento em 2025.

Matopiba avança com ritmo superior a anos anteriores

Na região do Matopiba (composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a colheita da safrinha 2025 atingiu 50,6% da área total cultivada, que soma 1,280 milhão de hectares.

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Desempenho por estado no Matopiba

A colheita avança da seguinte forma:

  • Bahia: 69,6% da área colhida
  • Tocantins: 57,3%
  • Piauí: 47,5%
  • Maranhão: 40,6%
Melhora em relação a 2024 e à média dos últimos anos

No mesmo período do ano passado, a colheita na região era de 48,4% sobre uma área de 1,184 milhão de hectares. A média dos últimos cinco anos para a data é de 41,6%, indicando um avanço positivo em 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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