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Dia de Poucos Negócios no Mercado Brasileiro de Café

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O mercado físico brasileiro de café deve experimentar uma terça-feira com poucos negócios. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registra queda, pressionando os preços domésticos. Em contrapartida, o dólar avança frente ao real, o que pode favorecer as negociações de exportação.

Na segunda-feira (22), o mercado brasileiro de café registrou preços mais altos, acompanhando a alta do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e do robusta em Londres. Contudo, o volume de negócios permaneceu baixo.

De acordo com a Safras Consultoria, a oferta está limitada, com produtores firmes em segurar suas vendas, aparecendo no mercado apenas quando os valores melhoram. Compradores também estão atuando conforme a necessidade. As perdas em Nova York durante a manhã afastaram muitos vendedores, e apesar da recuperação posterior, as negociações no Brasil demoraram a ganhar ritmo.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi cotado a R$ 1.450,00/1.455,00 por saca, contra R$ 1.430,00/1.435,00 anteriormente. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 1.460,00/1.465,00, comparado a R$ 1.440,00/1.445,00 na sexta-feira.

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O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, foi cotado a R$ 1.210,00/1.215,00 por saca, frente a R$ 1.200,00/1.205,00 anteriormente.

O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 1.305,00/1.310,00 por saca (R$ 1.295,00/1.300,00 anteriormente) e o tipo 7/8 em R$ 1.300,00/1.305,00 (R$ 1.290,00/1.295,00 anteriormente).

Exportações Brasileiras de Café em Alta

As exportações brasileiras de café em grão em julho de 2024, contabilizando 15 dias úteis, somaram 2.338.945 sacas de 60 quilos (média diária de 155.930 sacas), gerando uma receita de US$ 572,593 milhões (média diária de US$ 38,173 milhões) e preço médio de US$ 244,81 por saca.

A receita média diária obtida com as exportações de café em grão em julho até agora é 55,6% maior em comparação com a média diária de julho de 2023, que foi de US$ 24,529 milhões. O volume médio diário embarcado é 39,9% superior ao de julho de 2023, que registrou 111.472 sacas diárias de média. O preço médio subiu 11,3% em relação a julho de 2023, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Cotação em Nova York

Os contratos com entrega em setembro de 2024 registram queda de 0,84% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 241,00 centavos de dólar por libra-peso. Na segunda-feira, a posição setembro de 2024 fechou a 243,05 centavos de dólar por libra-peso, alta de 4,85 centavos, ou 2%.

Câmbio

O dólar comercial registra alta de 0,19%, cotado a R$ 5,5797. O Dollar Index apresenta alta de 0,11%, situando-se em 104,43 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa: Xangai caiu 1,65% e Japão recuou 0,01%. As principais bolsas na Europa operam de forma mista: Paris sobe 0,23%, Frankfurt avança 1,12%, enquanto Londres registra uma leve queda de 0,03%. O petróleo também opera em baixa, com o contrato de agosto do WTI em Nova York cotado a US$ 77,96 por barril, uma queda de 0,54%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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