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Mercado Cafeeiro Brasileiro Prepara-se para uma Semana de Negócios Contidos

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O mercado nacional do café se prepara para uma semana com poucas movimentações comerciais. As oscilações na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), alternando entre terreno positivo e negativo, e a queda do dólar em relação ao real são fatores que influenciam a cautela dos produtores, que aguardam por cenários mais favoráveis antes de efetuar negociações mais expressivas.

Na última sexta-feira (22), o mercado de café no Brasil manteve preços estáveis. Durante a manhã, houve um aumento da atividade comercial devido aos ganhos observados para o café arábica na Bolsa de Nova York. Contudo, à medida que o dia avançava e a bolsa apresentava recuos, o mercado desacelerou, conforme ressaltado pela Safras Consultoria. A despeito da queda registrada em Nova York no fechamento do dia, a valorização do dólar proporcionou suporte aos preços, mantendo-os em linha com os valores da quinta-feira anterior.

Os preços se mantiveram firmes, com o café arábica de qualidade, com 15% de catação, sendo negociado entre R$ 1.030,00 e R$ 1.035,00 a saca, sem alterações. No cerrado mineiro, o café arábica de qualidade superior, com as mesmas características de catação, foi cotado entre R$ 1.035,00 e R$ 1.040,00 a saca, também sem mudanças.

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O café arábica do tipo “rio”, com 20% de catação, na Zona da Mata de Minas Gerais, manteve-se estável, com o preço oscilando entre R$ 915,00 e R$ 920,00 a saca.

Os valores do café conilon, com variações mínimas, foram de R$ 905,00 a R$ 910,00 para o tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, e de R$ 900,00 a R$ 905,00 para o tipo 7/8, também em Vitória.

A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) divulgou o relatório de compromissos dos traders, com dados até 19 de março para o café na Ice Futures US. O levantamento apontou que os grandes fundos e especuladores apresentavam uma posição líquida comprada de 50.165 contratos, em comparação com os 56.431 contratos comprados na semana anterior. As empresas comerciais, incluindo indústrias, corretoras e comerciantes, apresentavam uma posição líquida vendida de 51.523 contratos. Já as posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicavam uma posição líquida comprada de 1.358 contratos.

Até a última terça-feira, havia 218.596 contratos em aberto no mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, um aumento de 2.667 lotes em relação à semana anterior.

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Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em maio/24 registraram uma leve alta de 0,02%, cotados a 184,90 centavos de dólar por libra-peso. Já a posição maio/2024 fechou a sexta-feira a 184,85 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 0,85 centavos, ou 0,4%.

No mercado cambial, o dólar comercial apresentou uma baixa de 0,19%, sendo cotado a R$ 4,9884. O Dollar Index, por sua vez, registrou uma alta de 0,79%, alcançando 104,24 pontos.

Os indicadores financeiros internacionais mostraram um cenário predominantemente negativo, com as principais bolsas da Ásia e da Europa operando em baixa. No entanto, o petróleo apresentou uma tendência de alta, com o preço do barril de maio do WTI em Nova York cotado a US$ 80,97, registrando um aumento de 0,42%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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