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Desvalorização nos mercados internacionais de açúcar encerra fevereiro

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O último dia de fevereiro assinalou uma queda nas cotações internacionais do açúcar nos principais mercados futuros. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos com entrega em maio de 2024 para o açúcar bruto encerraram a sessão do dia 29 cotados a 21,69 centavos de dólar por libra-peso, representando uma redução de 6,7% em comparação com os 23,24 centavos registrados em 31 de janeiro.

A aparente falta de interesse no recebimento físico de açúcar contribui para as preocupações sobre uma demanda enfraquecida, com estimativas indicando entregas entre 800 a 900 mil toneladas para a posição que expirou em 29 de fevereiro, dentro da média para uma posição março.

Rumores sobre a produção da Índia, superando as expectativas em 2023/24, acentuam a queda nos preços, levando alguns agentes a antecipar um excedente de oferta para a temporada atual.

No entanto, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) contradiz essas previsões, apontando para um pequeno déficit no ciclo 2023/24. Seu relatório trimestral projeta um déficit global de 689 mil toneladas, em comparação com a previsão anterior de 335 mil toneladas em novembro de 2023. A produção global foi estimada em 179,7 milhões de toneladas, com uma revisão modesta nas expectativas de consumo para 180,4 milhões de toneladas.

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A OIA revisou para cima a previsão da produção brasileira em 2023/24 para 44,52 milhões de toneladas, enquanto reduziu as expectativas para a Tailândia para 8,24 milhões de toneladas. Além disso, o relatório da OIA destacou um excedente global de 308 mil toneladas na temporada 2022/23.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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