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Desvalorização nos Contratos Futuros de Açúcar é Observada nas Telas de Maior Liquidez; Lotes de Longo Prazo Valorizam-se

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sexta-feira (22) com queda nas telas de maior liquidez, refletindo as expectativas de redução no consumo global, o que deverá resultar na diminuição do excedente da commodity, conforme indicou a Organização Internacional do Açúcar (OIA). No entanto, os contratos de longo prazo apresentaram valorização.

Na Bolsa de Nova York, na ICE Futures, o contrato para março de 2025 foi negociado a 21,36 centavos de dólar por libra-peso, o que representou uma queda de 2 pontos em relação ao dia anterior. Por outro lado, o contrato para maio de 2025 registrou alta de 5 pontos, fechando a 20,03 centavos por libra-peso. Os demais contratos subiram entre 8 e 12 pontos.

De acordo com analistas consultados pela Barchart, “os preços do açúcar inicialmente demonstraram tendência de alta, mas encerraram o dia ligeiramente mais baixos, influenciados pelo movimento negativo de quinta-feira, após a OIA revisar suas previsões, reduzindo a estimativa de déficit global para 2024/25 e ampliando a projeção de excedente para 2023/24”.

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No entanto, os preços do açúcar subiram no início da sexta-feira impulsionados pela alta superior a 1% nos preços do petróleo bruto (CLF25), alcançando o maior nível em duas semanas. A valorização do petróleo impacta positivamente o etanol, incentivando as usinas a desviarem a moagem de cana para a produção de etanol em vez de açúcar, o que pode diminuir a oferta da commodity, conforme explicaram analistas da Barchart.

Mercado em Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o contrato para março de 2025 do açúcar branco também fechou em baixa, sendo negociado a US$ 553,60 por tonelada, uma queda de 20 centavos em relação ao dia anterior. Por outro lado, o contrato para maio de 2025 teve valorização de US$ 1,20, sendo cotado a US$ 550,00 por tonelada. Os demais contratos de prazo mais longo apresentaram altas entre US$ 1,80 e US$ 2,20.

Mercado Interno

No mercado doméstico, os preços do açúcar cristal registraram queda na sexta-feira, segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 167,17, com uma desvalorização de 0,48% em relação ao dia anterior, quando o preço era de R$ 167,97. No acumulado do mês de novembro, no entanto, o indicador apresenta alta de 2,06%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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