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Desoneração do PIS/Cofins em suplementos nutricionais para bovinos de corte e de leite pode elevar o PIB brasileiro em quase 1%

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Um minucioso estudo evidenciou o impacto da desoneração do PIS/Cofins sobre os suplementos nutricionais consumidos pelo rebanho brasileiro de bovinos de corte e leite. A pedido da Associação Brasileira de Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) e sob a condução do estudo pelo prof. Dr. Joaquim Bento de Souza Ferreira Filho, docente titular do Departamento de Economia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o estudo confirma benefícios econômicos, ambientais e sociais para a pecuária e consumidores do Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional (2010) para desoneração dessas duas contribuições federais no suplemento para os bovinos. Um exemplo significativo de impacto inclui o potencial aumento e quase 1% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Historicamente, a pecuária tem desempenhado bem na economia nacional e tem sido um dos pontos fortes do agronegócio na contribuição para o desenvolvimento do país. Com a desoneração, é possível que a produção de carne e leite ganhe ainda mais relevância na economia brasileira em função da projeção de aumento da produtividade. Os números do estudo mostram um cenário que as indústrias de suplementos nutricionais para bovinos já identificam há bastante tempo, de que há uma relação estreita entre a melhora dos preços dos insumos para o consumidor final (pecuarista) e o investimento em nutrição para o rebanho. Ou seja, quando o produtor rural tem mais recursos, há mais investimentos em nutrição e, consequentemente, melhora dos índices de produtividade e os respectivos reflexos disso em todos os sentidos: mais carne e leite por hectare, mais saúde e bem-estar para os animais, preservação dos recursos naturais, entre outros benefícios.

“Como a pecuária de corte e leite desempenha um papel relevante na economia brasileira, em função de todos os empregos gerados na cadeia produtiva e do abastecimento com proteína animal de alta qualidade para a mesa dos consumidores brasileiros e estrangeiros, a desoneração de um insumo importante como é o suplemento nutricional tem efeitos que se sobrepõe a uma possível queda na arrecadação direta, pois os números indicam ganhos de produtividade, preservação dos recursos naturais, redução do preço da cesta-básica – especialmente para o perfil de consumidores de menor renda – e, ao final, o aumento do PIB”, comenta o prof. Dr. Bento Filho. Nesse contexto, ele reforça as metodologias aplicadas no estudo e menciona o reflexo da desoneração sobre a melhor da segurança alimentar global, dado que o país detém o maior rebanho comercial do mundo.

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A desoneração total do PIS/Cofins em suplementos nutricionais para bovinos de corte e leite tem sido uma demanda de longa data da Asbram. “Há mais de vinte anos, a Asbram enfatiza que a redução da tributação sobre suplementos nutricionais beneficiaria toda a cadeia de produção, desde os produtores até os consumidores, tornando os produtos pecuários brasileiros mais competitivos e acessíveis, além de impulsionar a produtividade e a qualidade dos rebanhos. Agora, com esse estudo bastante minucioso sobre esses impactos, é possível defender com segurança científica os benefícios que podemos, como um setor relevante da economia, obter para toda a cadeia produtiva e para os consumidores”, comenta o presidente da Asbram, Juliano Sabella.

Os impactos da desoneração em números

O estudo demonstra que cada R$ 1,00 da desoneração do PIS/Cofins sobre os suplementos nutricionais para bovinos gera um aumento de R$ 1,49 no PIB, que é a soma de todas as riquezas geradas no país. E, com efeito, outro tema relevante para os brasileiros é a redução de até 0,024% nos preços dos alimentos que compõem a cesta-básica, o que beneficia especialmente as famílias de menor renda (aqui, importante mencionar que o estudo considerou 10 perfis de famílias com relação à renda).

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Do ponto de vista ambiental, o estudo também confirmou impactos positivos. O aumento da produtividade do rebanho levaria a uma redução na intensidade das emissões de gases de efeito estufa, com estimativas de redução de 0,004% na pecuária de corte e 0,013% na pecuária de leite. Isso é particularmente relevante em um contexto de crescente demanda por alimentos e restrições ambientais à expansão horizontal da atividade pecuária.

Para chegar a esses resultados, o estudo se baseou no TERM-BR, um modelo de equilíbrio geral computável (EGC) dinâmico, inter-regional, bottom up, com dinâmica recursiva anual, detalhado para a economia brasileira. Em sua versão atual, o TERM-BR distingue 122 setores produtivos (indústrias ou atividades produtivas), 122 commodities e 27 regiões. Por ser interregional e bottom-up, essas regiões são representadas por 27 modelos interdependentes, um para cada unidade da federação (26 estados e o Distrito Federal), interligados por meio dos mercados de bens e de fatores produtivos, bem como por uma matriz de comércio inter-regional.

“A ASBRAM entende que a desoneração do PIS/Cofins em suplementos nutricionais é uma medida crucial para fortalecer o setor pecuário brasileiro e contribuir para um futuro mais sustentável e competitivo”, conclui Sabella.

*PIS (Programa de Integração Social) / Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)

Fonte: ASBRAM – Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul

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Pecuária sob risco com previsão de El Niño intenso

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.

Solo encharcado e perda de produtividade no campo

Com o aumento das chuvas, o solo tende a ficar saturado, dificultando a circulação dos animais e ampliando os danos estruturais nas áreas de pastagem. O pisoteio do gado em condições inadequadas é um dos principais pontos de alerta.

De acordo com a especialista, esse processo acelera a compactação e a erosão do solo, reduzindo a capacidade produtiva das forrageiras no médio e longo prazo.

“O pisoteio do gado em solo encharcado destrói a estrutura da terra, gerando compactação e erosão, o que compromete a produtividade das forrageiras a médio e longo prazo”, explica Soraya.

Esse cenário também eleva custos operacionais e reduz a rentabilidade da atividade pecuária.

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Estresse térmico e impacto direto na produção animal

Além dos efeitos sobre o solo, o El Niño também influencia o desempenho animal por meio do estresse térmico. As oscilações de temperatura afetam diretamente o ganho de peso dos bovinos de corte e a eficiência produtiva da pecuária leiteira.

As vacas em lactação são ainda mais sensíveis às variações climáticas, o que pode resultar em queda de produtividade em períodos críticos.

A combinação entre calor e umidade também cria condições ideais para a proliferação de parasitas, fungos e bactérias, aumentando o risco de doenças no rebanho.

Manejo e planejamento são fundamentais para reduzir perdas

Diante das previsões climáticas, especialistas reforçam que medidas preventivas devem fazer parte do planejamento contínuo das propriedades rurais, independentemente da ocorrência de fenômenos extremos.

“Considerando a crescente frequência de eventos climáticos extremos, torna-se cada vez mais importante investir em práticas de manejo adaptadas e em sistemas produtivos mais resilientes, capazes de garantir a sustentabilidade e a competitividade da pecuária gaúcha no longo prazo”, destaca Soraya.

Entre as principais recomendações estão:

  • Diversificação das fontes de alimentação animal
  • Fortalecimento da gestão forrageira
  • Planejamento e controle de indicadores da propriedade
  • Uso de ferramentas simples de gestão rural
  • Reserva de alimento e manejo rotacionado ganham destaque
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Com a previsão de maior intensidade do fenômeno na primavera, ainda há tempo para ações preventivas. Uma das principais estratégias é a formação antecipada de estoque de silagem e feno, garantindo suplementação durante períodos de maior precipitação.

O manejo rotacionado também é apontado como uma prática eficiente e de fácil adoção, ajudando a reduzir o pisoteio excessivo e a degradação do solo.

Sanidade animal exige reforço no controle preventivo

As condições mais quentes e úmidas tendem a intensificar a presença de parasitas como mosca-do-chifre e carrapatos, aumentando riscos sanitários no rebanho. Essas infestações podem causar anemia e favorecer doenças como a Tristeza Parasitária Bovina.

A especialista recomenda atenção redobrada com animais desnutridos, que ficam mais vulneráveis a infecções secundárias. Também é fundamental manter o calendário de vacinação em dia, incluindo doenças como rinotraqueíte infecciosa, leptospirose e diarreia viral bovina.

O avanço do El Niño reforça a necessidade de uma pecuária mais tecnificada, preventiva e adaptada às mudanças climáticas. O planejamento antecipado, aliado a práticas de manejo eficientes, será decisivo para reduzir impactos e garantir a sustentabilidade da atividade no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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