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Desenvolvido na Esalq/USP, trabalho está publicado no International Journal of Biometeorology e pode trazer economia de água e energia para o produtor

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No entanto, o aumento previsto na demanda alimentar devido ao crescimento populacional, coloca pressão para uma estimativa de aumento na produção de alimentos de 56%. Esse crescimento precisará ser sustentável, pois as fronteiras agrícolas já estão bastante limitadas no Brasil, tornando crucial o incremento da produtividade para suprir essa lacuna.

Uma das alternativas cruciais para garantir essa sustentabilidade é o manejo preciso da irrigação. Considerando que cerca de 53% das pastagens estão degradadas no País, a densidade média de animais por hectare nessas áreas pode chegar a 0.5. Em contrapartida, pastagens bem cuidadas e irrigadas podem suportar até 10 unidades animais por hectare.

Para atenuar esse cenário e redirecionar os sistemas de manejo de irrigação de pastagens em nível global, um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), publicado no International Journal of Biometeorology, sugere uma nova abordagem.

“Os métodos de estimativa de necessidade de irrigação, como a evapotranspiração da cultura (ETc), baseiam-se na evapotranspiração de referência (ETo) de uma superfície padrão, ajustada pelo coeficiente de cultura (Kc) que leva em conta o ambiente local, o tipo de solo e as características da cultura”. Entretanto, os autores afirmam que em regiões de alta demanda hídrica, como é o caso do Brasil, os valores de Kc devem ser ajustados de acordo com o aumento da ETo, criando uma relação inversa entre Kc-ETo que pode economizar água e energia significativamente, especialmente no manejo da irrigação para pastagens.

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Assim, uma análise aprofundada utilizando lisímetros em diferentes sistemas forrageados foi conduzida para estimar os valores de Kc visando otimizar o manejo da irrigação para o gado no Brasil. A hipótese de ajustes baseados na relação inversa Kc-ETo sugere economias substanciais de água e energia, ressaltando a importância de práticas mais eficientes e sustentáveis na pecuária brasileira.

“Além disso, este estudo destaca a importância de investigações de longo prazo que abranjam diversas condições climáticas, tipos de solo e variedades de forragem. A análise detalhada da biomassa e produtividade agrícola é essencial, com um enfoque na redução potencial da irrigação, mantendo níveis comparáveis de produção de biomassa. Estas pesquisas são cruciais para orientar práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes no uso da água”, conclui o estudo, que tem como autor principal o pesquisador Ivo Z. Gonçalves e como co-autores o pesquisador Arthur C. Sanches e os professores do departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq Fernando Campos Mendonça e Fábio Marin.

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Fonte: Esalq/USP

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decreto limita pagamento ambiental a ações além da obrigação legal

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A regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA) oficializou o reconhecimento de práticas conservacionistas no campo, mas impôs uma barreira importante para o setor: o governo federal restringiu os benefícios financeiros apenas a ações que excedam as obrigações legais de preservação.

Embora a norma reconheça o valor de práticas como o plantio direto, sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e conservação de solo, o acesso aos benefícios é condicionado ao que o produtor faz “a mais” do que a lei exige. O pagamento não se restringe a valores em espécie; a norma prevê compensações em forma de melhorias de infraestrutura, bens, serviços e até instrumentos financeiros, como os green bonds.

O impacto na prática

A nova regra altera a percepção da conservação dentro da propriedade. A partir de agora, o produtor passa a enxergar a preservação que excede a cota obrigatória não apenas como um custo ou dever ambiental, mas como uma atividade com potencial de geração de receita. Ao proteger uma área de vegetação nativa excedente ou adotar métodos avançados contra a erosão, o proprietário presta um serviço ambiental que passa a ter rito oficial para ser remunerado.

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Contudo, o caminho para o acesso aos recursos ainda é incerto. O decreto estabelece diretrizes gerais, mas o detalhamento sobre quem pagará, quais os critérios de seleção e os valores de remuneração depende de normas complementares. A política está em fase de implementação e o produtor deve monitorar o lançamento de subprogramas específicos para entender como a teoria se aplicará à rotina da fazenda.

O desafio da clareza

O setor agropecuário mantém cautela quanto à aplicação prática da norma. A demanda das entidades representativas, como o Sistema FAEP, foca na simplificação do acesso e na clareza sobre como os benefícios chegarão à ponta. O receio é que a burocracia estatal transforme a oportunidade em um processo inacessível, repetindo os gargalos de modelos estaduais que, hoje, apresentam adesão limitada e remunerações pouco atrativas.

O ponto de maior divergência técnica permanece no foco da política. O decreto prioriza atividades que excedem as exigências legais, excluindo a manutenção de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Para o produtor, o cumprimento estrito do Código Florestal já constitui um serviço ambiental prestado à coletividade. Entidades do setor seguem em articulação para que, no futuro, esses mecanismos alcancem também o reconhecimento financeiro pelo cumprimento da legislação vigente.

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O que o produtor deve observar

A PNPSA funciona como um marco de longo prazo. O produtor deve acompanhar a regulamentação do Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (CNPSA) e os incentivos tributários previstos para os próximos meses. A estratégia recomendada é organizar o registro documental das práticas conservacionistas da propriedade, mantendo os dados de manejo atualizados, uma vez que a comprovação desses serviços será o requisito fundamental para qualquer futura solicitação de pagamento.

Fonte: Pensar Agro

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