AGRONEGÓCIO

Desenvolve SP lança fundo de R$ 500 milhões para investir no agronegócio paulista

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A Desenvolve SP, agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, anunciou a criação de um fundo de investimentos exclusivo para o agronegócio, com um aporte inicial de R$ 500 milhões. Batizada de Desenvolve Agro, a iniciativa visa apoiar pequenos e médios produtores rurais, incentivando a modernização e o crescimento sustentável do setor.

O agronegócio representa atualmente cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) paulista e gera aproximadamente 700 mil empregos diretos. Com essa iniciativa, a Desenvolve SP reforça seu compromisso com o desenvolvimento econômico e a promoção do agronegócio no estado.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez o anúncio oficial durante a 29ª edição da Agrishow, a maior feira do setor na América Latina. Ele afirmou que o objetivo é apoiar áreas onde o agronegócio paulista precisa de mais investimento, como infraestrutura para armazenamento e irrigação. “Estamos liberando 500 milhões de reais via Desenvolve SP e trabalhando nessa lógica de mercado de capitais para ajudar os nossos produtores”, disse Tarcísio. “Vamos liberar, neste ano, o maior recurso da nossa história para o agronegócio.”

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Além de infraestrutura para armazenamento e irrigação, os recursos do fundo poderão ser utilizados para diversos tipos de investimento, como placas de energia solar, sensores remotos, tecnologia de precisão, aquisição de drones e máquinas agrícolas, além de operações de crédito.

Segundo Ricardo Brito, presidente da Desenvolve SP, essa iniciativa tem o potencial de revolucionar o agronegócio paulista, gerando mais renda, empregos e competitividade para o setor. “São 500 milhões de reais da Desenvolve direcionados para gestores e profissionais do campo que entendem como o financiamento do Agro deve ser feito”, afirmou Brito, também presente na Agrishow 2024.

O valor total dos investimentos no agronegócio paulista deve ultrapassar R$ 2,5 bilhões, com boa parte vindo da iniciativa privada. A pasta da Agricultura e Abastecimento também contribuirá com recursos adicionais para o fundo.

Para administrar o fundo, a Desenvolve SP planeja lançar, nos próximos dias, um edital para selecionar gestoras de recursos e cooperativas interessadas em participar da iniciativa. Elas terão a responsabilidade de orientar os agricultores na tomada de crédito e no acesso aos recursos.

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Durante a Agrishow, a Desenvolve SP montou um stand no pavilhão “Inovação” para atender produtores, empresários e gestores públicos interessados em saber mais sobre linhas de crédito para financiamento de projetos sustentáveis, inovação, investimentos em máquinas e equipamentos, entre outros serviços voltados ao agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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