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Desempenho do frango abatido na 46ª semana de 2023, terceira do mês de novembro

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Nesse período (pouco mais de sessenta dias), o preço médio do produto girou em torno dos R$7,26/kg, com variação de no máximo 4,5% acima e abaixo da média. O que, aliás, não chega a representar novidade, pois no ano passado, mesmo período (gráfico abaixo), prevaleceu longo período de estabilidade. Que, agora, apenas se repete, mas com valor quase 10% inferior.

De toda forma, na semana que passou, terceira de novembro, o frango abatido valorizou-se mais de 1% sobre a semana anterior, com isso obtendo, nominalmente, o melhor resultado semanal de 2023 (tal resultado só foi inferior aos registrados nos primeiros dias do ano; mas isto não conta, pois normalmente os altos preços do início de cada novo exercício vêm, por inércia, do período de Festas e se diluem com o avançar do mês).

Mesmo assim, a média registrada nas três primeiras semanas de novembro se coloca como o melhor resultado de 2023, apresentando incremento de 1,5% sobre o mês anterior.

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É verdade que o produto continua registrando – agora pelo oitavo mês consecutivo – preço inferior ao do mesmo mês de 2022. Mas a diferença no momento é de apenas um dígito, 8,5% a menos. Quatro meses atrás foi de 28%.

Oportuno acrescentar que, com essa estabilidade, o frango vivo ofertado no mercado independente do Estado de São Paulo voltou a enfrentar baixa procura, mas agora com preço estabilizado em torno dos R$5,20/kg. Em Minas o mercado se mostra mais ativo, mas a cotação vigente – que na semana retrasada chegou aos R$5,15/kg – também permanece inalterada.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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