AGRONEGÓCIO

Desempenho do frango abatido na 45ª semana de 2023, segunda do mês de novembro

Publicado em

Em outras palavras, o que se viu e persistiu foi uma estabilidade que já dura mais de mês e que, em um espaço de 30 dias (isto é, desde 10 de outubro passado), fez os preços do frango abatido variarem não mais que 1% abaixo e acima da média, neste caso de R$7,30/kg.

O valor alcançado na média do primeiro decêndio de novembro está um pouco acima disso, pois se encontra em R$7,32/kg, valor que representa aumento de pouco mais de 1% sobre outubro passado, mas que se encontra quase 10% abaixo do registrado em novembro de 2022.

Frente ao feriado no meio da semana (15 de novembro) é até provável que haja alguma antecipação nas compras neste início de semana e, com ela, alguma revitalização nos preços. Mas, dado o próximo início da segunda quinzena, fica difícil contar até com a permanência da estabilidade atual.

Anos atrás, revitalização do gênero ainda era factível, pois a segunda quinzena de novembro era marcada pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário. Hoje, o pagamento ainda ocorre. Mas no meio do caminho agora tem uma Black Friday, que também já não dura apenas um dia.

Leia Também:  30 ANOS - Tribunal reabre Memorial e lança hotsite nesta segunda-feira

A registrar que, no início da semana, o frango vivo disponibilizado no mercado independente do Estado de São Paulo ainda experimentou forte procura e, com isso, obteve novo reajuste de 10 centavos, sendo comercializado por R$5,20/kg, vinte centavos a mais que no primeiro dia do mês. Mas no decorrer da semana o mercado voltou a esfriar, tornando esse valor um referência em relação à qual passaram a ser aplicados descontos variados.

Aparentemente, apenas em Minas Gerais o mercado permanece firme, a ponto de ter proporcionado, na semana, dois novos ajustes de cinco centavos cada. Como um primeiro ajuste no mesmo valor havia sido obtido no encerramento da semana passada (3), o frango vivo mineiro abre esta terceira semana de novembro cotado a R$5,15/kg, quinze centavos a mais que na abertura do mês.

Este é, também, por pequena diferença, o maior valor nominal registrado em Minas Gerais desde a última semana de dezembro de 2022. Daí o valor médio de 2023 se encontrar, no momento, mais de 17% abaixo do registrado em idêntico período do ano passado.

Leia Também:  Lançamentos da semana: confira as novidades dos streamings

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

Published

on

A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

Leia Também:  Avanço na redução de carbono é tema do próximo episódio do XVI Seminário de Políticas Públicas para o Setor Rural

Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

Leia Também:  Desempenho exportador das carnes na primeira quinzena do mês de junho

Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA