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Desempenho do frango abatido na 41ª semana de 2024, segunda do mês de outubro

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Mesmo obtendo valorização mínima em relação à semana anterior (aumento de apenas 0,08%, ou seja, menos de um centavo de acréscimo), na segunda semana de outubro (6 a 12, cinco dias de negócios) o frango abatido, ao atingir valor médio de R$7,55/kg, registrou o melhor resultado nominal das 41 primeiras semanas de 2024.

Com tal desempenho, alcança na média do mês (10 primeiros dias de negócios de outubro corrente) R$7,549/kg, valor quase 1% superior ao do mês passado e 7,27% superior ao de outubro de 2023. Além disso, supera o recorde que prevalecia desde dezembro de 2023 e, também nominalmente, registra a melhor remuneração dos últimos 22 meses.

A questão, agora, é saber como se comporta com a chegada da segunda quinzena, que começa nesta próxima quarta-feira. Normalmente, no período, os preços retrocedem, dado o esgotamento do poder de compra do consumidor. Mas, ainda que sejam poucas, há exceções. E uma delas ocorreu há exatamente um ano, em outubro de 2023, ocasião em que os valores da segunda metade do mês superaram os da primeira quinzena. O cenário atual deixa entrever que isso pode se repetir.

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Frango vivo

O que não mudou no decorrer da semana foram os preços do frango vivo. Embora o mercado permanecesse demandando, dando firmeza ao setor, as cotações registradas permaneceram inalteradas, alcançando um máximo de R$5,50/kg em São Paulo (valor que não sofre maiores alterações há mais de 60 dias) e R$5,40/kg em Minas Gerais (valor corrigido em cinco centavos na semana passada).

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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