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Desalinhamento entre custos e preços afeta o mercado de arroz

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O mercado de arroz se manteve estável nesta semana, sem grandes variações, enquanto produtores e indústrias voltam suas atenções para o início da safra 2024/25, previsto para o primeiro trimestre de 2025. Segundo o consultor e analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, há expectativa de que essa nova safra traga uma possível equalização dos preços. “Entretanto, fatores de incerteza, como o clima e as oscilações cambiais, ainda geram preocupação”, ressalta.

No dia 18, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, estava cotada em R$ 118,39, uma alta de 0,25% em relação à semana anterior. No entanto, quando comparado ao mesmo período do mês anterior, houve uma leve queda de 0,18%. Ainda assim, o preço apresenta um aumento significativo de 16,67% em relação ao mesmo período de 2023.

De acordo com Oliveira, os preços permaneceram relativamente estáveis, com variações mínimas, mas com uma leve tendência de alta. Esse movimento se deve, principalmente, à retenção de oferta pelos produtores, que estão financeiramente capitalizados e buscam maior valorização para suas vendas. Esse comportamento pressiona o mercado, dificultando a reposição de estoques pelas indústrias.

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“Além disso, o descompasso entre o custo da matéria-prima e os preços praticados no varejo tem criado um ambiente de tensão para as indústrias, que encontram dificuldades em repassar esses aumentos ao consumidor final”, explica o consultor. Essa situação tem levado os consumidores a buscarem marcas mais baratas, refletindo a sensibilidade à elevação dos preços.

No Rio Grande do Sul, onde estão concentradas as principais regiões produtoras, estima-se que os estoques representem de 20% a 25% da safra colhida. A oferta limitada reforça a tendência de retenção, com os produtores tentando reestruturar suas finanças após diversas safras de margens apertadas. “Os elevados custos de produção e as incertezas climáticas permanecem como fatores centrais na tomada de decisões dos produtores”, conclui Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado global de cacau enfrenta pressão macroeconômica e risco climático com volatilidade no radar

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O mercado internacional de cacau segue sob forte pressão, influenciado por um ambiente macroeconômico adverso e riscos climáticos crescentes no médio e longo prazo. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o setor enfrenta uma combinação de custos elevados, demanda irregular e sensibilidade elevada a mudanças nos fundamentos.

A escalada das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, tem elevado o prêmio de risco global, impactando diretamente custos logísticos, de energia e seguros — fatores que pressionam toda a cadeia da commodity.

Logística global e custos em alta

Segundo a consultoria, gargalos logísticos em rotas estratégicas vêm agravando o cenário. Interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho reduziram o fluxo em corredores importantes como o Canal de Suez, elevando significativamente os custos de frete e transporte.

Esse ambiente também pressiona os preços de insumos, como fertilizantes nitrogenados, ampliando os riscos inflacionários e adicionando volatilidade ao mercado de cacau.

Demanda global mostra comportamento desigual

Do lado da demanda, o desempenho varia entre regiões. A Ásia apresentou crescimento no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a Malásia, cuja moagem avançou 8,7%. No consolidado regional, a alta foi de 5,2%, reforçando a importância da região, responsável por cerca de 23% do processamento global.

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Em contraste, a Europa registrou queda de 7,8% na moagem, pressionada por níveis historicamente baixos de importação. Nos Estados Unidos, o processamento também recuou no período.

No Brasil, o cenário é mais desafiador. A indústria enfrenta entraves como restrições às importações, mudanças em mecanismos como drawback e incertezas regulatórias, resultando em leve retração na moagem no início do ano.

Superávit global não elimina riscos

Para a safra 2025/26, a Hedgepoint Global Markets projeta um superávit global de aproximadamente 356 mil toneladas. O volume é ligeiramente inferior às estimativas anteriores, refletindo uma recuperação parcial da produção combinada com retração da demanda.

Apesar do saldo positivo, o mercado segue altamente sensível. Pequenas mudanças nos fundamentos podem alterar rapidamente o equilíbrio entre oferta e consumo.

Clima entra no radar para próxima safra

O fator climático ganha relevância à medida que os principais países produtores entram em fases decisivas do ciclo produtivo. A transição entre a safra intermediária e o florescimento da safra principal 2026/27 eleva o nível de atenção do mercado.

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A possível intensificação do fenômeno El Niño é um dos principais pontos de risco. Projeções indicam que o evento pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027, aumentando a probabilidade de temperaturas elevadas e impactos irregulares na produção.

Historicamente, o El Niño não apresenta efeitos uniformes sobre o cacau, podendo gerar tanto perdas quanto recuperações posteriores, dependendo das condições regionais. Ainda assim, o fenômeno eleva o risco produtivo e exige monitoramento constante.

Perspectivas para o mercado

O cenário atual combina fundamentos mistos: superávit global, demanda enfraquecida em algumas regiões e riscos crescentes no campo climático e logístico.

Para os agentes do agronegócio, o momento exige atenção redobrada à dinâmica global, com foco em custos, comportamento da demanda e evolução das condições climáticas, fatores que devem continuar determinando o rumo dos preços e da oferta nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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