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Desafios para o mercado de milho em Chicago: Preços em queda histórica podem quebrar sequências de décadas

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O mercado de milho da Bolsa de Chicago tem vivido uma situação atípica em 2025, com quedas acentuadas nos preços dos contratos futuros, algo incomum para o início do ano, período tradicionalmente marcado por uma relativa estabilidade. Recentemente, o milho de dezembro sofreu uma desvalorização de quase 7% em apenas oito sessões, entre 25 de fevereiro e 4 de março, a maior queda nesse período desde 2011, quando o mercado global foi abalado por um terremoto no Japão. Este declínio foi ainda mais intenso que o observado no começo da pandemia, em 2020, quando o preço da nova safra de milho caiu 6,2%.

Essa retração do mercado também contrastou com as flutuações observadas na soja, cujos contratos futuros de novembro caíram 5,4% no mesmo intervalo de tempo, devido principalmente às ameaças tarifárias. A volatilidade no setor é acentuada pela indefinição sobre as tarifas dos EUA e pela falta de dados concretos sobre as safras sul-americanas e a temporada nos Estados Unidos.

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A sequência de 42 anos, que estabelece uma tendência sazonal de preços máximos do milho em meses como junho e julho, está sendo desafiada. O preço do milho de dezembro alcançou sua máxima em fevereiro, algo raro na história recente, e desde 1982 não se via um pico anual tão precoce. Tradicionalmente, fevereiro é o segundo mês menos comum para o milho atingir sua máxima anual, atrás de setembro, o que reflete a incerteza do mercado nesse período.

Apesar da queda recente, o preço do milho de dezembro fechou a última sessão a US$ 4,51 por bushel, cerca de 28 centavos abaixo do pico de fevereiro. A soja, por sua vez, também segue em declínio, com um fechamento de US$ 10,10, representando uma queda de 66 centavos em relação ao valor máximo registrado no último mês.

Em resposta ao cenário desafiador, grandes especuladores reduziram suas previsões otimistas sobre o milho, vendendo grandes volumes de contratos. Nos 30 dias até 11 de março, gestores de fundos liquidaram cerca de 218.000 contratos de milho, um recorde negativo, deixando suas posições compradas líquidas em 146.541 contratos, uma diminuição substancial em relação a fevereiro.

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Porém, as expectativas ainda podem mudar. A possibilidade de seca no Corn Belt, nos Estados Unidos, pode gerar volatilidade adicional nos preços, embora o mercado também tenha sinais de recuperação. Historicamente, o milho de dezembro tende a retornar ao valor médio de fevereiro em algum momento do ano, o que sugere que, mesmo em um cenário de grande incerteza, o preço pode voltar a subir, refletindo a resistência de uma sequência de tendências que já dura mais de 50 anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeito projeta “melhor saúde do estado” e detalha recuperação da rede municipal

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O prefeito de Abilio Brunini participou, na manhã desta quarta-feira (13), da audiência pública de apresentação dos resultados da saúde municipal na Câmara de Vereadores de Cuiabá e se comprometeu a entregar “a melhor saúde do estado” ao fim da gestão. Durante o encontro, o prefeito ponderou que a reconstrução da rede municipal exigirá tempo diante do cenário encontrado pela administração, que atualmente conduz cerca de 20 operações simultâneas na saúde, além de dezenas de reformas estruturais e processos de recuperação de unidades sucateadas ao longo dos últimos anos.

“Não dá para resolver tudo em apenas um ano. São muitas unidades deterioradas, contratos desorganizados e uma estrutura inteira que precisava ser reconstruída. Estamos fazendo esse trabalho com responsabilidade para entregar uma saúde melhor para a população”, afirmou o prefeito durante a audiência.

O encontro reuniu autoridades como o promotor Milton Mattos, a vereadora Michelly Alencar, a presidente da Câmara Paula Calil, o procurador-geral do município Luiz Júnior, a procuradora municipal, Bianca Botter Zanardia, secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon e o secretário de Planejamento e Orçamento, Rafael Alvarez Paulino Iacovacci.

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A presidente da Câmara, Paula Calil, destacou que o Legislativo seguirá acompanhando de perto as demandas da saúde pública e reforçou a parceria institucional com a Prefeitura. “A gestão precisa estar atenta às preocupações da população e a Câmara será parceira para levar melhorias aos cuiabanos”, declarou.

Durante a audiência, a secretária apresentou os dados da execução orçamentária da pasta e destacou o esforço da gestão para reorganizar financeiramente a rede municipal. Segundo ela, o município ampliou o orçamento da saúde de R$ 1,47 bilhão para R$ 1,56 bilhão e já empenhou mais de R$ 950,7 milhões apenas nos primeiros meses do exercício. “Os números demonstram o compromisso da gestão com o fortalecimento da capacidade operacional da saúde, garantindo continuidade dos serviços, investimentos em infraestrutura e maior equilíbrio fiscal para assegurar atendimento à população”, afirmou.

Os dados também apontam forte investimento na valorização dos profissionais da saúde. Aproximadamente R$ 470,9 milhões foram destinados ao pagamento de pessoal e encargos sociais, enquanto R$ 55,6 milhões foram reservados para assegurar o pagamento do Prêmio Saúde até junho de 2026.

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Na área operacional, cerca de R$ 470,2 milhões foram aplicados em despesas correntes, incluindo medicamentos, materiais hospitalares, contratos e manutenção das unidades. Outros R$ 47,5 milhões foram reservados para renovação de contratos administrativos essenciais ao funcionamento da rede.

A gestão municipal ainda destacou investimentos próximos de R$ 9 milhões em equipamentos e melhorias estruturais nas unidades de saúde. Entre as obras em andamento estão o CAPS CPA 4, Policlínica do Pedra 90, UBS do Pedra 90, UBS Cidade Verde, UBS São João Del Rey/Novo Milênio e CAPS 3 Verdão.

Ao final da audiência, o prefeito reafirmou que o objetivo da gestão é consolidar uma rede pública mais eficiente, equilibrada financeiramente e com maior capacidade de atendimento à população cuiabana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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