AGRONEGÓCIO

Desafios no mercado cafeeiro brasileiro preveem dia de transações contidas

Publicado em

A quinta-feira se desenha com perspectiva de negócios estagnados no mercado físico brasileiro de café. O declínio nas cotações de Nova York exerce pressão sobre os preços internos, enquanto a desvalorização do dólar em relação ao real indica um possível entrave nas negociações voltadas para exportação. Diante desse cenário, os produtores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, aguardando por condições mais favoráveis.

Na quarta-feira (17), o mercado brasileiro de café já enfrentou um dia de transações limitadas. Segundo informações da Consultoria SAFRAS & Mercado, alguns produtores mantiveram os mesmos preços do dia anterior, mas não encontraram receptividade por parte dos compradores, resultando em uma redução de aproximadamente 20 reais por saca em comparação com os valores de terça-feira.

O café arábica, de qualidade boa, com 15% de catação, foi negociado entre R$ 955,00 e R$ 960,00 por saca, ante os R$ 975,00-980,00 do dia anterior. Na região do cerrado mineiro, o arábica, com bebida dura e 15% de catação, alcançou o preço de R$ 960,00/965,00 por saca, contra os R$ 980,00-985,00.

Leia Também:  Mercado de trigo no Brasil apresenta negócios pontuais em meio a incertezas climáticas

Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio”, tipo 7, com 20% de catação, foi cotado a R$ 830,00/835,00 por saca, frente aos R$ 845,00-850,00 anteriores. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 820,00/825,00 por saca, comparado aos 825,00/830,00, e o 7/8 em R$ 815,00/820,00, ante os 820,00/825,00.

Estoques e Cenário Internacional

Os estoques certificados de café nos armazéns da Bolsa de Mercadorias de Nova York apresentaram um acréscimo de 8.150 sacas em relação ao dia anterior, totalizando 267.340 sacas de 60 quilos.

Os contratos com entrega em março/24 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) registraram uma baixa de 1,25%, cotados a 176,95 centavos de dólar por libra-peso. A posição março/2024 encerrou a quarta-feira a 180,00 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma queda de 4,05 centavos, equivalente a 2,2%.

Câmbio e Indicadores Financeiros Internacionais

O dólar comercial apresenta uma queda de 0,16%, atingindo R$ 4,9215, enquanto o Dollar Index registra uma baixa de 0,11%, alcançando 103,33 pontos.

Leia Também:  Inscrições para o projeto "Bom de Bola, Bom de Escola" estão abertas em quatro regiões de Cuiabá

Quanto aos indicadores financeiros, as principais bolsas na Ásia encerraram de maneira mista, com Xangai registrando +0,43% e o Japão apresentando -0,03%. Na Europa, as bolsas operam em alta, destacando Paris com +1,02%, Frankfurt com +0,78%, e Londres com +0,32%.

No mercado de petróleo, o barril de fevereiro do WTI em Nova York está cotado a US$ 72,65, registrando um aumento de 0,12%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Circuito Cafeeiro da Cuesta Paulista impulsiona região com palestras, exposições e cafés especiais

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Mercado de feijão se mantém firme apesar das festividades no Nordeste

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA