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Desafios no controle de preços agrícolas na índia: impactos na produção e no mercado global

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As transformações climáticas têm desencadeado reconfigurações na agricultura global, sendo a Índia particularmente suscetível devido ao controle de preços exercido pelo governo. O cenário de eventos climáticos extremos no país mais populoso do mundo levanta preocupações sobre a segurança alimentar tanto a nível local quanto global, considerando que a Índia desempenha um papel significativo como grande exportadora de alimentos.

Em dezembro, o país implementou a proibição temporária de exportação de cebolas até março, buscando conter os preços internos. Essa medida se somou às restrições já impostas em relação a arroz, trigo e açúcar nos últimos 18 meses. Como o nono maior exportador mundial de produtos agrícolas, as restrições indianas podem desencadear impactos globais. Por exemplo, os preços do arroz aumentaram 14% na Tailândia e 22% no Vietnã entre julho e outubro, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares. O Ministério da Agricultura da Índia alertou para a possibilidade de queda de 20% nos rendimentos do arroz cultivado com chuva até 2050, sem medidas de adaptação.

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As políticas agrícolas domésticas também apresentam desafios. Atualmente, o governo estabelece pisos de preços para diversas culturas, assegura a compra de certos produtos e fornece subsídios aos agricultores. Contudo, esse modelo tende a prejudicar investimentos e a oferta de alimentos, levando a situações de excesso de oferta durante períodos lentos e depressão artificial de preços quando a demanda global está alta.

Investigações governamentais apontam que as leis do Comitê de Comercialização de Produtos Agrícolas, responsáveis por regulamentar o comércio agrícola, resultam em cartelização e redução da concorrência. Além disso, a infraestrutura agrícola precária contribui para perdas pós-colheita de até 40% em alguns produtos.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os custos regulatórios na Índia equivaleram a 15% das receitas brutas das fazendas entre 2020 e 2022. O relatório destaca que os produtores foram implicitamente taxados, sem compensação pelos efeitos negativos das complexas regulamentações e políticas comerciais internas.

Informações Dow Jones Newswires

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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