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Desafios na produção orgânica brasileira: Carência de dados oficiais compromete setor

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A produção orgânica no Brasil enfrenta um desafio significativo devido à falta de dados oficiais, mesmo em uma era em que tecnologias como Inteligência Artificial e startups dedicadas à coleta de informações estão presentes. Enquanto países como Estados Unidos e Argentina contam com bancos de dados acessíveis ao público, a diretora técnica da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Sylvia Wachsner, destaca a falta de precisão sobre números, culturas e regiões exportadoras no contexto brasileiro.

Wachsner ressalta os esforços da SNA ao longo dos anos, cobrando do Ministério de Agricultura (MAPA) a atualização das informações sobre o setor orgânico. Apesar de algumas reuniões por meio da Câmara de Orgânicos MAPA, a falta de avanço na disponibilidade de dados persiste.

A coordenadora do CI Orgânicos destaca que o Brasil exporta diversos produtos orgânicos para os Estados Unidos, originários de diferentes estados do país. No entanto, ela ressalta a dependência das informações do Ministério de Agricultura dos EUA para conhecer as empresas brasileiras exportadoras, considerando a base de dados norte-americana mais detalhada.

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A falta de dados gerais sobre a atividade orgânica no Brasil afeta os produtores, que participam de feiras buscando conhecimento e oportunidades de negócios. Além disso, a ausência de informações dificulta o monitoramento e avaliação dos resultados dos investimentos do governo federal no apoio à participação desses agricultores familiares. A diretora técnica da SNA enfatiza a necessidade de medidas por parte do governo para resolver essa questão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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