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Desafios marcam a safra de Feijão em cinco estados brasileiros

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No centro-norte, a escassez de chuvas impacta as áreas, enquanto no extremo sul, o excesso de precipitação prejudica as operações em campo. O Paraná destaca-se pela estabilidade climática favorável, permitindo o uso eficiente de defensivos e fertilizantes, resultando em lavouras saudáveis.

Minas Gerais enfrenta desafios com a falta de chuvas e altas temperaturas, interrompendo o plantio e prejudicando o desenvolvimento das lavouras. Goiás também lida com altas temperaturas e a ausência de chuvas, exigindo estratégias adaptativas.

A Bahia enfrenta escassez de chuvas, limitando o avanço do plantio, especialmente na região Centro Sul. Santa Catarina, por sua vez, enfrenta dificuldades devido ao excesso de chuvas, resultando em condições variadas nas lavouras.

Considerando oito estados monitorados, há um atraso de 12,5% no avanço da semeadura em comparação com a safra anterior, devido às condições climáticas desfavoráveis. A Bahia apresenta leve aumento no progresso, mas ainda está atrasada em comparação com o ano anterior. Goiás mostra recuperação, porém, também está atrasado. Minas Gerais tem um progresso marginal, enquanto o Paraná destaca-se pela recuperação notável. Santa Catarina e Rio Grande do Sul registram variações menores, mantendo as safras atrasadas. São Paulo concluiu as operações de plantio, e no Piauí, não houve progresso na safra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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