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Desafios da Pesca: Gestão Sustentável é Crucial para o Futuro

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O mais recente relatório Estado Mundial da Pesca e Aquicultura (SOFIA), lançado pela FAO, destaca um cenário preocupante: sem uma gestão adequada, a pesca global corre o risco de entrar em declínio. O documento projeta que, até 2050, será necessário um aumento significativo na oferta de alimentos aquáticos para atender à demanda per capita em crescimento, especialmente na América Latina e Caribe, que precisam aumentar sua produção em 13%.

Desafios e Números da Pesca Global

Atualmente, a produção mundial de pesca e aquicultura atingiu 223,2 milhões de toneladas em 2022, um aumento de 4,4% em relação a 2020. Deste total, 130,9 milhões de toneladas vêm da aquicultura, superando pela primeira vez a produção extrativa de pesca, que totalizou 92,3 milhões de toneladas. Esse setor gerou um valor recorde de 472 bilhões de dólares e empregou 61,8 milhões de pessoas, destacando-se pela sua contribuição essencial à segurança alimentar global.

Impactos Locais e Necessidade de Mudanças

No contexto brasileiro, o diretor-geral da Oceana, Ademilson Zamboni, destaca as deficiências na gestão pesqueira nacional, caracterizada pela falta de estabilidade institucional e pela ausência de mecanismos modernos de governança. Essas limitações têm impedido a recuperação de recursos esgotados e o crescimento sustentável do setor.

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Transformação Azul e Recomendações da FAO

Diante desses desafios, a FAO propõe o projeto Transformação Azul, com três objetivos principais: promover o crescimento sustentável da aquicultura, garantir uma gestão eficaz das pescarias comerciais e cumprir acordos comerciais através de inovações na cadeia produtiva. A implementação dessas medidas visa combater práticas prejudiciais como a pesca ilegal e não regulamentada, além de fortalecer a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar global.

Importância da Pesca Artesanal e Desafios Locais

O relatório destaca também a relevância da pesca artesanal, responsável por cerca de 40% da captura global de pescados e por empregar 90% da força de trabalho no setor pesqueiro. No Brasil, iniciativas como a Auditoria da Pesca da Oceana têm sido fundamentais para monitorar e melhorar a gestão dos recursos pesqueiros, embora desafios persistam na aplicação efetiva da ciência na formulação de políticas.

Caminho a Seguir: Ciência e Gestão Eficiente

Apesar dos avanços na pesquisa pesqueira, ainda há muito a ser feito para garantir uma gestão sustentável e baseada em evidências científicas. A atualização urgente da legislação nacional de pesca, conforme sugere Zamboni, é crucial para o Brasil enfrentar os desafios presentes e futuros no setor pesqueiro, assegurando um ambiente marinho saudável e próspero para as gerações futuras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Voto deste domingo pesa no custo e no futuro do agronegócio brasileiro

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Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (04.10) para escolher os representantes que participarão das decisões sobre crédito, impostos, infraestrutura e condições de produção no País. Para o agronegócio, a eleição coincide com o avanço do plantio da safra de verão e coloca em discussão políticas que interferem diretamente no custo de produzir, na proteção contra perdas e no acesso aos mercados.

A ligação entre a urna e a propriedade rural aparece em decisões concretas. O dinheiro disponível para financiar uma lavoura depende das regras do crédito e das condições oferecidas pelas instituições financeiras. A contratação de seguro pode depender da ajuda pública para pagar a apólice. O escoamento exige estradas conservadas, armazenagem e portos eficientes. A exportação precisa de negociação comercial, defesa sanitária e comprovação de origem.

Essas relações orientam a reportagem de capa da edição de setembro da Revista Pensar Agro. A publicação examina como as escolhas políticas chegam à rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores. Às vésperas da votação, a análise ajuda a avaliar propostas pelo efeito que poderão produzir sobre a atividade econômica.

O financiamento mostra a dimensão dos interesses envolvidos. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização. São recursos programados para sustentar despesas que começam meses antes da receita da colheita. Para quem planta, tão importante quanto o montante anunciado é conseguir contratar a tempo, com juros e exigências compatíveis com sua capacidade de pagamento.

Nos dois primeiros meses do ciclo, entre julho e agosto, as contratações somaram R$ 65,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por 49,2% desse total. A participação desses instrumentos evidencia a importância do financiamento privado e amplia o peso das decisões sobre garantias, contratos e segurança jurídica.

O resultado da eleição também terá consequências para os investimentos que ajudam a preservar a margem do produtor. Um armazém permite organizar estoques e escolher melhor o momento da venda. Uma estrada em boas condições reduz dificuldades de transporte. Pesquisa e assistência técnica contribuem para enfrentar pragas, doenças e limitações do solo. São benefícios que exigem continuidade, orçamento e capacidade de execução.

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Por isso, a avaliação do eleitor precisa alcançar todos os cargos em disputa. O presidente conduz a administração federal, propõe o Orçamento e define prioridades para a política agrícola e as negociações internacionais. Deputados e senadores votam leis, analisam os recursos e fiscalizam o Executivo. Governadores e assembleias estaduais participam de decisões sobre rodovias, segurança rural, defesa sanitária, tributação e serviços ambientais.

A disputa presidencial concentra atenção, mas o Congresso eleito terá influência sobre regras que podem atravessar várias safras. Toda a Câmara dos Deputados será renovada, assim como dois terços do Senado. Cada eleitor poderá escolher dois senadores, além dos representantes para os demais cargos. A composição dessas bancadas será relevante para transformar compromissos de campanha em medidas efetivas.

Na leitura das propostas, importa identificar como serão executadas. Ampliar crédito exige indicar recursos e condições de acesso. Prometer obras pressupõe planejamento, financiamento e fiscalização. Simplificar procedimentos requer preservar critérios técnicos e oferecer prazos claros. Abrir mercados depende de trabalho diplomático, qualidade dos produtos e confiança nos controles brasileiros.

A reportagem da revista acompanha essas escolhas sem reduzir o agronegócio a uma única demanda. O setor reúne atividades, regiões e produtores com necessidades diferentes. Uma medida que favoreça a indústria pode pressionar o preço da matéria-prima; outra que estimule exportações precisa considerar logística e abastecimento. Avaliar esses efeitos ajuda a separar propostas consistentes de soluções que transferem o problema de um elo para outro.

O PODER DO VOTO

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT) , o produtor conhece o peso de uma decisão porque trabalha com dinheiro comprometido muito antes de receber pela produção. Quando vai às urnas, precisa levar essa mesma responsabilidade.

“As decisões do poder público entram na conta da propriedade: no custo do financiamento, na disponibilidade do seguro, na estrada por onde passa a colheita e nas condições de acesso aos mercados. A importância desta eleição está também na escolha de quem terá a responsabilidade de administrar recursos, estabelecer regras e acompanhar sua execução. Tudo isso afeta a capacidade de produzir, investir e manter empregos”, explica Isan

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“O agronegócio precisa de planejamento que dure mais do que uma safra. Pesquisa, armazenagem, irrigação, defesa sanitária e infraestrutura exigem investimentos contínuos, com objetivos claros e resultados acompanhados. Não adianta anunciar crédito se o recurso não chega durante a janela de plantio, nem aprovar uma obra que permanece anos sem conclusão”.

“Precisamos de instituições capazes de transformar orçamento em serviço e de regras que permitam ao produtor cumprir suas obrigações sem ficar preso à demora e à insegurança. Essa qualidade da gestão pública interessa tanto a quem produz quanto a quem depende do abastecimento”, diz o presidente do IA.

“A responsabilidade com o voto deve continuar depois da eleição. Cabe ao setor acompanhar os orçamentos, cobrar a execução das políticas e apresentar suas necessidades com dados e propostas consistentes. Uma dificuldade na propriedade pode repercutir na cooperativa, na indústria, no transporte e no comércio. Da mesma forma, uma política bem executada pode ampliar oportunidades em toda essa cadeia. O compromisso que esperamos do poder público é criar condições para que o trabalho no campo tenha continuidade, que os investimentos sejam viáveis e que o crescimento da produção gere renda e benefícios para a sociedade”, completa Tezende.

Neste domingo, a votação ocorrerá das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. A ordem na urna será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. São escolhas feitas em poucos minutos, com consequências que acompanharão a produção por anos.

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Fonte: Pensar Agro

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