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Desafios Climáticos e Fitossanitários Impactam Produção de Morangos em Diversas Regiões

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Desafios na Produção de Morangos em Bagé

Na região de Bagé, em São Gabriel, os produtores de morango estão enfrentando uma redução na produção e na qualidade da fruta. Morangos menores e com coloração e sabor menos intensos são observados, atribuídos ao efeito das altas temperaturas típicas desta época do ano. Além disso, problemas fitossanitários, como infestações de mosca do gênero Drosophila e ácaros, também preocupam os agricultores, que agora estão direcionando esforços para as vendas online.

Situação em Caxias do Sul e Estratégias Adotadas pelos Produtores

Na região de Caxias do Sul, a semana foi marcada por tempo quente e algumas precipitações. A produção colhida neste período é considerada baixa, e a entrega de mudas aos produtores continua. Agricultores adaptam-se à situação específica de cada lavoura, realizando podas drásticas das plantas. O valor recebido pelos produtores na venda de morangos registrou pequeno aumento, variando entre R$ 14,00 e R$ 25,00 por quilo para mercados, fruteiras e Ceasas, e entre R$ 16,00 e R$ 30,00 por quilo na venda direta aos consumidores.

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Lajeado Enfrenta Redução na Produção com Perspectivas Positivas para a Próxima Safra

Em Lajeado, em Feliz, apesar da redução na produção de morango, ainda há uma quantidade significativa disponível. O clima favorável, com noites amenas e dias luminosos, beneficia a cultura nas últimas semanas. Os produtores já fizeram encomendas de mudas para a nova safra e buscam projetos de crédito no escritório municipal da Emater/RS-Ascar. Nas vendas na Ceasa, o quilo do morango é comercializado a R$ 15,00, sendo que o ácaro continua sendo a principal praga da cultura nesta safra.

Expansão em Santa Rosa e Perspectivas Positivas

Na região de Santa Rosa, em Alecrim, o maior produtor de morango em estufas do município está ampliando a área de cultivo com a colocação de esteios para mais quatro estufas, indicando bons ganhos econômicos com a atividade.

Preparativos em Soledade para a Próxima Safra e Desafios Fitossanitários

Por fim, em Soledade, a produção de morango reduziu devido ao calor intenso. Os produtores estão preparando as estruturas para a próxima safra, enquanto outros realizam podas para estimular ou preparar a planta para produzir no ciclo seguinte. A presença de drosófila e ácaro exige manejo especializado. O preço do morango na região varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desmama mal conduzida pode comprometer ganho de peso e rentabilidade na pecuária de corte

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A fase de desmama continua sendo um dos momentos mais sensíveis dentro da pecuária de corte, exigindo atenção redobrada dos produtores para evitar perdas de desempenho, queda de peso e impactos negativos ao longo de todo o ciclo produtivo.

O estresse provocado pela separação da vaca, aliado às mudanças bruscas de ambiente e alimentação, pode comprometer a imunidade dos bezerros e reduzir significativamente a eficiência na recria e na engorda.

Especialistas do setor alertam que a adoção de manejo estratégico e suplementação adequada é fundamental para minimizar os efeitos negativos desse período e preservar o potencial produtivo dos animais.

O estresse da desmama impacta desempenho do rebanho

O desmame normalmente ocorre entre os 6 e 8 meses de idade, fase em que o bezerro perde o contato direto com a mãe e precisa se adaptar rapidamente a uma nova rotina alimentar e de manejo.

Segundo Bruno Marson, esse processo pode gerar forte impacto no desempenho dos animais.

“Antes o bezerro estava junto da mãe, em ambiente confortável e adaptado. Quando ocorre a separação abrupta, é comum haver queda expressiva de peso nos primeiros 30 a 40 dias pós-desmame. Um manejo inadequado nessa fase pode comprometer toda a eficiência futura do animal na recria e terminação”, explica.

Separação abrupta e manejo inadequado elevam riscos

Entre os principais fatores que aumentam o estresse durante a desmama estão:

  • Separação repentina da vaca
  • Mudança brusca na alimentação
  • Transporte para novas propriedades
  • Troca de pastagem
  • Vacinação e vermifugação simultâneas
  • Excesso de manejo no mesmo período
  • Alta lotação e aglomeração
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De acordo com especialistas, o desmame abrupto provoca forte reação comportamental, incluindo vocalização excessiva, ansiedade e redução do consumo alimentar.

Além disso, a interrupção do fornecimento de leite materno exige rápida adaptação metabólica e nutricional dos bezerros.

Perda de peso reduz eficiência econômica da produção

A queda de desempenho registrada após a desmama impacta diretamente a rentabilidade da atividade pecuária.

Animais que sofrem perdas acentuadas de peso nessa fase tendem a apresentar menor eficiência alimentar, pior conversão e maior tempo para atingir o peso ideal de abate.

Em muitos casos, o prejuízo acompanha o animal durante toda a fase de recria e engorda.

Por isso, o manejo correto passou a ser visto como ferramenta estratégica para preservar desempenho zootécnico e melhorar os resultados econômicos das propriedades.

Suplementação nutricional ganha espaço no pós-desmama

Além do manejo gradual, a suplementação adequada tem sido utilizada para reduzir os efeitos do estresse e melhorar a adaptação dos animais após a separação.

A Connan anunciou a reformulação do suplemento Connan Master Desmama, desenvolvido especificamente para o período pós-desmame.

O produto recebeu um novo aditivo à base de parede celular de leveduras, tecnologia voltada ao fortalecimento da imunidade e ao equilíbrio da flora intestinal dos bezerros.

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Segundo Bruno Marson, a recomendação é que a suplementação seja utilizada por um período entre 30 e 50 dias após a desmama.

Bem-estar animal e produtividade caminham juntos

De acordo com a empresa, o objetivo é reduzir os impactos fisiológicos da separação e melhorar o desempenho dos animais durante a adaptação ao novo sistema alimentar.

“O suplemento atende às exigências nutricionais dessa fase, melhora a palatabilidade e fortalece a saúde do animal. Quando utilizado corretamente, o ganho adicional pode chegar a até 10 quilos por cabeça no período”, afirma Marson.

O avanço de estratégias nutricionais e de manejo reforça uma tendência crescente na pecuária brasileira: integrar bem-estar animal, sanidade e eficiência produtiva como pilares centrais para aumentar competitividade e rentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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