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Desafios Climáticos Afetam Produção de Morangos

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De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas adversas continuam desafiando a produção de morangos na região administrativa de Caxias do Sul. O predomínio de chuvas e nebulosidade tem mantido a colheita em níveis muito baixos, abaixo da demanda usual do mercado. Além disso, os produtores enfrentam obstáculos para acessar certos mercados, sendo obrigados a utilizar estradas alternativas, o que aumenta a distância, o tempo e os custos de transporte.

Preços em Alta

Apesar dos desafios enfrentados, os valores recebidos pelos produtores continuam em alta, refletindo a escassez de morangos no mercado. Nas vendas para mercados, fruteiras e Ceasas de Caxias do Sul e Porto Alegre, os produtores receberam entre R$ 25,00 e R$ 35,00 por quilo. Já na venda direta aos consumidores, os preços variaram entre R$ 25,00 e R$ 45,00 por quilo.

Situação em Outras Regiões

Na região de Pelotas, os produtores estão no período de aquisição e plantio de mudas, que têm apresentado baixo desenvolvimento devido à insolação reduzida e alta umidade. Em Turuçu, estratégias estão sendo adotadas para manter as mudas congeladas até que as condições climáticas se tornem favoráveis para o transplante, visto que muitos ainda não conseguiram preparar os canteiros. Por fim, em Rio Grande, relatos indicam perdas totais em cultivos no solo devido a áreas inundadas, além do baixo pegamento das flores nas cultivares de dias neutros e o surgimento de doenças fúngicas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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