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Dependência de fertilizantes expõe risco estratégico do Brasil e acelera investimentos na produção nacional

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Brasil depende fortemente de fertilizantes importados

O Brasil, um dos maiores consumidores mundiais de fertilizantes, mantém cerca de 85% dos insumos vindos do exterior, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A dependência expõe o setor agrícola a choques geopolíticos e flutuações de preços, evidenciando riscos à competitividade e segurança alimentar.

Especialistas apontam que essa fragilidade ficou clara em crises recentes, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou diretamente o custo dos fertilizantes importados.

Concentração de fornecedores aumenta vulnerabilidade

Atualmente, a maior parte dos fertilizantes chega ao Brasil de Rússia, China, Canadá e Marrocos, concentrando o risco em poucos fornecedores. Essa dependência gera não só desafios econômicos, mas também estratégicos para o agronegócio nacional.

“Ampliar a produção interna é essencial para garantir competitividade e estabilidade, especialmente diante de acordos internacionais, como o Mercosul-União Europeia”, destaca o economista Adenauer Rockenmeyer, delegado do Corecon-SP.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir importações

Para enfrentar o cenário, o governo lançou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), com meta de reduzir a dependência externa para 70% até 2030, por meio de investimentos de R$ 16 bilhões em novas plantas e tecnologias até 2028.

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O programa prevê estímulos à produção local, inovação tecnológica e atração de investimentos privados, fortalecendo a capacidade nacional de atender à demanda crescente do setor agrícola.

Tecnologia e sustentabilidade como pilares da produção nacional

Especialistas destacam que automação, digitalização e instrumentação analítica são fundamentais para aumentar a eficiência da produção nacional. Ferramentas de monitoramento em tempo real permitem controlar a qualidade dos fertilizantes e otimizar processos, reduzindo desperdícios e custos.

Além disso, o desenvolvimento de fertilizantes verdes e soluções sustentáveis atende às normas ambientais e amplia oportunidades no mercado internacional, alinhando o setor à agenda ESG.

“Tecnologias sustentáveis não só garantem conformidade ambiental, mas também abrem portas para novos mercados e fortalecem a competitividade nacional”, afirma Roberto Gonzalez, especialista em ESG.

Desafios e oportunidades para o agronegócio brasileiro

Apesar da complexidade do processo, especialistas afirmam que a redução da dependência externa é viável com investimentos robustos, inovação e integração digital da cadeia produtiva. O Brasil tem potencial para transformar vulnerabilidade em oportunidade, garantindo segurança alimentar e consolidando sua posição como potência agrícola global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

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O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

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“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

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Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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