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Demanda aquecida sustenta preços da carne de frango no Brasil

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O mercado brasileiro de carne de frango registrou preços estáveis ou em alta ao longo da semana, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes comercializados no atacado e na distribuição. Segundo o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, a tendência de curto prazo permanece positiva, impulsionada pela sólida demanda no último bimestre do ano.

A elevação nos preços das proteínas concorrentes, como a carne bovina e suína, também influencia o cenário. “Os custos de nutrição animal ainda exigem estratégias dos consumidores, especialmente diante do comportamento recente dos preços do milho”, explicou Iglesias.

Potencial de alta no atacado

No mercado atacadista, os preços ficaram estáveis, mas o viés ainda é de elevação no curto prazo. Novembro, historicamente, possui maior potencial para reajustes de preços, apoiado pela entrada da primeira parcela do décimo terceiro salário e pela preferência por proteínas mais acessíveis, como o frango, em meio à queda nos preços da carne bovina.

Preços internos

Levantamento da Safras & Mercado apontou variações nos preços dos cortes de frango congelado e resfriado no atacado paulista.

  • Cortes congelados (atacado): Peito a R$ 10,75/kg, coxa a R$ 8,50/kg e asa a R$ 13,00/kg. Na distribuição, o peito permaneceu em R$ 11,00/kg, a coxa em R$ 8,75/kg e a asa em R$ 13,25/kg.
  • Cortes resfriados (atacado): Peito a R$ 10,85/kg, coxa a R$ 8,60/kg e asa a R$ 13,10/kg. Na distribuição, o peito seguiu a R$ 11,10/kg, a coxa a R$ 8,85/kg e a asa a R$ 13,35/kg.
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O preço do quilo vivo também registrou movimentações regionais. Em Minas Gerais, houve alta de R$ 5,40 para R$ 5,50, enquanto São Paulo manteve o preço estável em R$ 5,50. No Mato Grosso do Sul e Goiás, o valor subiu de R$ 5,35 para R$ 5,45, e no Distrito Federal, de R$ 5,40 para R$ 5,50. Destaque para os aumentos em Pernambuco (de R$ 8,00 para R$ 9,00), Ceará (de R$ 8,00 para R$ 8,90) e Pará (de R$ 8,25 para R$ 9,25).

Exportações em alta

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas continuam expressivas, totalizando US$ 506,971 milhões em outubro, com uma média diária de US$ 50,697 milhões. No mesmo período, o país embarcou 267,348 mil toneladas, com preço médio de US$ 1.896,3 por tonelada.

Na comparação com novembro de 2023, os resultados apresentaram avanço de 60,4% no valor médio diário, aumento de 50,1% na quantidade embarcada e alta de 6,9% no preço médio da tonelada. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e reforçam a expectativa de que o Brasil alcance um recorde histórico de exportações de carne de frango neste ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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