AGRONEGÓCIO

Déficit Hídrico Marca Início da Safra de Cana 2024/2025

Publicado em

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) divulgou hoje o boletim “De Olho Na Safra”, que revela um início desafiador para a safra 2024/2025 de cana-de-açúcar, devido a um acentuado déficit hídrico nas lavouras em abril. Este cenário se deve ao regime de chuvas menor e irregularidades nas precipitações.

Apesar dessas condições adversas, a produtividade dos canaviais colhidos em abril no Centro-Sul alcançou uma média de 85,6 toneladas por hectare, representando um aumento de aproximadamente 2% em relação à safra passada, que registrou 84,3 t/ha.

Fatores que Sustentam a Produtividade

Essa produtividade superior pode ser atribuída a dois fatores principais:

  1. Inverno Chuvoso: A safra 2023/2024 foi beneficiada por um inverno mais chuvoso, o que favoreceu os canaviais precoces da safra atual.
  2. Colheita de Cana Bisada: Houve um aumento significativo na colheita de cana bisada, que são canaviais que deveriam ter sido colhidos na safra anterior. Este ano, cerca de 16% do total colhido no Centro-Sul foi de cana bisada, um número bem acima da média usual de 5%.
Leia Também:  Exportações de açúcar somam 1,53 milhão de toneladas em setembro, aponta Secex
Qualidade da Cana em Alta

O clima mais seco em abril também resultou em melhores indicadores de qualidade da cana. A média do Açúcar Total Recuperável (ATR) foi de 115,9 kg por tonelada de cana, 2 kg a mais do que a média registrada no mesmo período de 2023.

Este início de safra, embora desafiador devido às condições climáticas adversas, ainda mostra sinais de resiliência graças aos fatores climáticos do ano anterior e à gestão eficiente da colheita. A continuidade da safra dependerá da evolução das condições climáticas e da capacidade de adaptação dos produtores às adversidades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

Published

on

O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

Leia Também:  Café Arábica Valorizado: Safra Brasileira Avança e Mercado Internacional Reage

Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA