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Deficiência da nutrição de leitões no pós-desmame compromete produtividade da suinocultura

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O principal desafio envolve a nutrição. A adaptação de comedouros e bebedouros para estes animais é um importante ponto de atenção porque, após o desmame, é crucial iniciar a inserção de hábitos alimentares entre os animais mais jovens.

O baixo consumo nesse período provoca alterações fisiológicas importantes no trato gastrointestinal, no desenvolvimento e na saúde dos leitões. Do mesmo modo, o baixo consumo voluntário de ração resulta na remoção de animais do sistema por subdesenvolvimento, independentemente do seu peso ao desmame. Por isso, é fundamental auxiliar a adaptação ao meio, às instalações e aos equipamentos para a busca de alimentos principalmente nas primeiras horas após o desmame.

Assim, uma estratégia primordial do sucesso de consumo pós-desmame se inicia na maternidade. O fornecimento de ração aos leitões a partir do 5º dia de idade em pequenas quantidades várias vezes ao dia permitirá a adaptação digestiva desse leitão, melhorando seu desempenho de creche.

Uma das alternativas é o incentivo ao consumo por meio da inserção de pequenas porções de ração nas proximidades do comedouro para oferta, visibilidade e disponibilidade nos primeiros dias. Essa iniciativa pode reduzir em até 4% o percentual de leitões removidos durante o período de creche. O ajuste no comedouro também estimula o consumo, já que estudos apontam que mais espaço pode acelerar em até 8 horas o início do consumo.

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É extremamente importante que o suinocultor controle a uniformidade dos animais. Esse manejo evita brigas e a consequente desnutrição do animal de menor porte, que visita o comedouro com menor frequência. Por fim, também influenciam no desempenho produtivo pós-desmame a manutenção da temperatura das instalações e a qualidade do ar fornecido – que pode afetar em até 11% o ganho de peso diário e em até 3% a conversão alimentar.

O Brasil possui desafios nesse período devido à diferença de clima entre as regiões. Por isso, é preciso analisar de forma específica cada realidade para o suinocultor incluir melhorias de forma constante. Associar boas práticas de manejo com uma nutrição de qualidade, incluindo o cuidado sanitário nas granjas, é chave para indicadores positivos de desempenho e do bem-estar dos leitões.

Com a adoção dessas medidas, contribuímos com o avanço de produtividade da suinocultura no Brasil, que cresce de forma contínua desde 2013. No ano passado, alcançamos 5,1 milhões de toneladas e o consumo per capita atingiu 18 quilos por habitante, segundo dados da Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA). Ajustes de manejo numa época tão crítica para a atividade otimizam a produção e contribuem com o avanço do setor, intensificando a lucratividade

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Por Fernanda Laskoski, médica-veterinária da Auster Nutrição Animal

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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