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Defesa Civil de Cuiabá reforça cuidados com chuvas intensas na capital

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A Defesa Civil Nacional emitiu um Alerta Laranja, válido até o meio-dia de quarta-feira (17), recomendando atenção redobrada à população de Cuiabá e municípios vizinhos diante da previsão de chuvas intensas e ventos fortes. O aviso, que trata de nível médio de perigo, reforça a importância da prevenção e de comportamentos seguros para evitar acidentes e transtornos.

Segundo o comunicado oficial, a previsão aponta possibilidade de chuva com intensidade significativa, ventos que podem chegar a velocidades consideráveis e riscos associados a alagamentos, quedas de galhos e descargas elétricas. Em situações de emergência, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

Para o secretário-adjunto especial de Defesa Civil Municipal, coronel BM Alessandro Borges, o alerta laranja sugere cautela e monitoramento constante das condições climáticas pela população. “É um alerta que sinaliza a possibilidade de chuva mais intensa, e as pessoas precisam acompanhar e ficar atentas”, afirmou, destacando que o volume esperado de precipitação e a velocidade dos ventos exigem cuidados.

Borges explicou que os impactos devem ser observados com atenção. Ele lembrou que os ventos previstos podem causar transtornos como destelhamentos e quedas de árvores, e que a chuva pode variar de intensidade entre diferentes bairros da cidade. “É importante observar como se comportam os córregos e a drenagem na sua região, e evitar áreas alagadas ou próximos de árvores e estruturas instáveis”, orientou.

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Entre as principais recomendações da Defesa Civil estão:

Ficar em local abrigado durante os períodos de chuva mais intensa;
Evitar atravessar áreas alagadas ou estacionar veículos em pontos de água acumulada;
Manter distância de árvores, outdoors ou estruturas que possam desabar com ventos fortes;
Observar o escoamento de água em ruas e córregos próximos ao local onde estiver.

Canais de emergência e sistema de alertas

A população pode acionar os canais oficiais sempre que necessário:

193 – Corpo de Bombeiros
199 – Defesa Civil
WhatsApp da Defesa Civil de Cuiabá (plantão 24h): ( 65) 99244-4018

O órgão também reforça a necessidade de manter os cadastros de alerta atualizados para receber notificações em tempo real e seguir as orientações locais de prevenção, especialmente em ambientes como ruas, casas, escolas e locais de trabalho.

A mensagem de alerta reforça que a prevenção e a atenção são fundamentais para evitar riscos desnecessários durante a temporada de chuvas. Com equipes em monitoramento contínuo e canais de atendimento disponíveis, a Defesa Civil Municipal busca garantir a segurança da população e uma resposta ágil a qualquer ocorrência relacionada às condições climáticas.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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