AGRONEGÓCIO

Defesa Civil de Cuiabá monitora transbordamento de córrego na MT-010

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Um córrego às margens da rodovia MT-010, a Estrada da Guia, transbordou nesta terça-feira (24), após as fortes chuvas que atingiram Cuiabá e região. A água invadiu a pista e provocou a interrupção temporária do tráfego nos dois sentidos da via, que liga a capital ao Distrito da Guia e ao município de Rosário Oeste.

Equipes da Defesa Civil de Cuiabá estiveram no local desde as primeiras horas do dia, monitorando a situação e garantindo a segurança de motoristas e pedestres. Apesar do impacto momentâneo no trânsito, não houve registro de vítimas nem de danos estruturais, e a situação foi rapidamente controlada com o escoamento da água ao longo da tarde.

Durante o período de interdição, motoristas enfrentaram longas filas e precisaram recorrer a rotas alternativas. Muitos optaram por desviar pelo município de Jangada, acessando a BR-163, onde dividiram espaço com caminhões de carga pesada. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram a extensão do congestionamento e a dificuldade de passagem em trechos completamente alagados.

O secretário municipal de Defesa Civil, Alessandro Borges, tranquilizou a população e destacou a atuação imediata da equipe técnica. “Com relação aos últimos acontecimentos, felizmente não tivemos intercorrências graves. A água já escoou da pista e o córrego apresenta fluxo normal neste momento. Não foram identificados danos estruturais na pavimentação ou nas cabeceiras das vias monitoradas”, afirmou.

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Segundo ele, o atendimento rápido foi fundamental para minimizar riscos e restabelecer a normalidade na rodovia. A Defesa Civil segue com o protocolo de monitoramento contínuo e deve encaminhar relatórios às instâncias estaduais competentes.

O episódio reforça o trabalho intensivo da Defesa Civil neste período chuvoso, marcado por ocorrências rápidas e imprevisíveis. As equipes permanecem em alerta, acompanhando pontos críticos da capital e atuando de forma preventiva para reduzir impactos à população.

A previsão do tempo indica possibilidade de novas chuvas ao longo do dia, o que mantém o nível de atenção elevado, especialmente em áreas próximas a córregos e regiões com histórico de alagamentos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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