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Defesa Civil de Cuiabá atua prontamente em áreas afetadas pelas chuvas desta quinta-feira

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As fortes chuvas registradas na manhã desta quinta-feira (26) em Cuiabá e região metropolitana provocaram pontos de alagamento, transtornos no trânsito e um atendimento emergencial em residência, segundo balanço da Secretaria Municipal de Defesa Civil. As equipes seguem em monitoramento contínuo e a capital permanece sob alerta laranja, com previsão de continuidade das precipitações.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, um dos pontos mais críticos foi registrado na Rodovia Palmiro Paes de Barros, no trecho do trevo de acesso aos bairros Parque Cuiabá e Parque Atalaia. O acúmulo de água dificultou a passagem de veículos de passeio, permitindo apenas o tráfego de veículos de maior porte.

Situação semelhante foi identificada no Distrito Industrial, onde o alagamento atingiu tanto a rodovia quanto vias laterais, impactando diretamente a mobilidade urbana. Já nos bairros Florianópolis e Altos da Glória, os principais problemas ocorreram em ruas sem pavimentação, que ficaram tomadas por lama e água acumulada.

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O atendimento mais crítico foi registrado no bairro Tijucal, onde uma residência foi invadida pela água. A ocorrência mobilizou equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, acionadas pelo número 193. “Fomos chamados para atender uma família em uma área localizada atrás do Atacadão, entre a Avenida Fernando Corrêa e a região do Moinho. Foi a situação mais grave de invasão de água em domicílio nesta manhã”, relatou o secretário.

O cenário já era previsto após alerta emitido anteriormente pela Defesa Civil de Mato Grosso, que indicava possibilidade de chuvas intensas, com volumes que podem chegar a 60 milímetros por hora, além de ventos fortes e risco de alagamentos, descargas elétricas e queda de árvores. Diante disso, o município mantém equipes mobilizadas e reforça o monitoramento de áreas historicamente vulneráveis, como regiões próximas a córregos e pontos de baixada.

Segundo Alessandro Borges, o trabalho preventivo e a resposta rápida têm sido fundamentais para minimizar os impactos. “Nossas equipes seguem em campo, acompanhando os pontos críticos e prontas para atender qualquer ocorrência. É essencial que a população permaneça atenta aos alertas oficiais e evite áreas de risco durante as chuvas”, destacou.

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A Defesa Civil reforça ainda que, em caso de emergência, a população deve acionar imediatamente os canais 199 ou 193. Entre as orientações estão evitar atravessar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores durante tempestades e manter distância de fios elétricos rompidos. A Secretaria Municipal de Defesa Civil também disponibiliza o WhatsApp (65) 99244-4018.

Com o mês de março marcado por instabilidades climáticas e episódios recorrentes de chuva intensa, a Prefeitura de Cuiabá mantém o estado de atenção e destaca que o comportamento preventivo da população é fundamental para reduzir riscos e preservar vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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