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De Sangosse lança no Brasil solução biológica bivalente para controle de nematoides e fungos de solo

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Nova solução biológica chega ao mercado agrícola brasileiro

A multinacional francesa De Sangosse, referência global em tecnologias para especialidades agrícolas, anunciou o lançamento no Brasil do Rifle, uma solução biotecnológica bivalente voltada ao controle de nematoides e fungos de solo.

O produto foi desenvolvido com um consórcio microbiano exclusivo, combinando diferentes microrganismos com modos de ação complementares. A proposta é oferecer uma ferramenta multifuncional para o manejo integrado de patógenos de solo, especialmente em cultivos de larga escala.

Segundo a empresa, o Rifle atua simultaneamente como bionematicida e biofungicida, ampliando a proteção das plantas e contribuindo para maior estabilidade produtiva nas lavouras.

Formulação combina bactérias e fungos com ação complementar

A solução reúne duas bactérias e dois fungos, selecionados por sua eficiência em diferentes ambientes agrícolas. Cada um dos microrganismos possui expressão genética específica, voltada para o controle de grupos distintos de nematoides e fungos fitopatogênicos.

De acordo com Flávio Matarazzo, engenheiro agrônomo e diretor de Desenvolvimento da De Sangosse no Brasil, o diferencial da tecnologia está na escolha criteriosa das cepas utilizadas.

“Rifle é uma ferramenta altamente técnica. Não se trata apenas de combinar espécies, mas de selecionar cepas e isolados com mecanismos de ação complementares, permitindo estabilidade de desempenho em diferentes solos, sistemas produtivos e níveis de pressão biológica”, explica.

Segundo o especialista, a formulação incorpora bioativos inéditos no mercado nacional, resultado de um processo avançado de desenvolvimento microbiológico.

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Tecnologia se apoia em quatro pilares técnicos

O desempenho do produto é sustentado por quatro pilares tecnológicos, que garantem maior eficiência no controle de patógenos de solo.

Ação nematicida multialvo

As bactérias presentes na formulação atuam com diferentes estratégias de supressão dos nematoides, incluindo:

  • Antagonismo direto sobre nematoides sedentários e migratórios
  • Produção de metabólitos tóxicos específicos
  • Colonização competitiva da rizosfera
  • Indução de resistência fisiológica nas plantas

Esse conjunto de mecanismos reduz a motilidade e a penetração dos juvenis nas raízes, ampliando a proteção do sistema radicular.

Segundo Matarazzo, a diversidade genética do produto permite amplo espectro de controle, algo essencial para lidar com a grande variabilidade de espécies de nematoides presentes nos biomas agrícolas brasileiros.

Ação biofungicida integrada

O produto também incorpora dois fungos microparasitas, capazes de atuar diretamente sobre patógenos presentes no solo.

Entre os principais mecanismos estão:

  • Parasitismo direto sobre fungos fitopatogênicos
  • Competição por espaço e recursos na rizosfera
  • Inibição enzimática da germinação e infecção de patógenos

Essa atuação reduz o estabelecimento de doenças oportunistas, principalmente quando há lesões nas raízes provocadas por nematoides.

“Ao reduzir a penetração dos nematoides e atuar diretamente contra fungos do solo, ampliamos a sanidade radicular e protegemos o potencial produtivo das lavouras”, destaca o especialista.

Estabilidade em diferentes ambientes agrícolas

A formulação foi projetada para manter desempenho em diversas condições ambientais, comuns na agricultura brasileira.

Entre os fatores considerados estão:

  • Variações de temperatura
  • Diferentes níveis de pH e textura do solo
  • Condições moderadas de estresse hídrico
  • Sistemas de rotação de culturas
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Essa estabilidade é resultado do design microbiológico da formulação, que permite redundância funcional e maior resiliência frente às variações do ambiente.

Aplicação em culturas de larga escala

O Rifle pode ser utilizado tanto no tratamento de sementes quanto no sulco de plantio, ampliando sua flexibilidade de uso no campo.

Inicialmente, o foco da tecnologia está nas principais culturas agrícolas brasileiras, como:

  • Soja
  • Milho
  • Cana-de-açúcar

De acordo com a empresa, o uso contínuo da solução pode contribuir para redução progressiva do inóculo de nematoides e fungos no solo, gerando efeitos positivos também para as culturas subsequentes.

Estratégia reforça presença da empresa no mercado de biológicos

O lançamento do Rifle faz parte da estratégia da De Sangosse de ampliar sua atuação no mercado brasileiro de tecnologias biológicas e biorracionais.

Segundo Matarazzo, a empresa busca oferecer soluções que possam ser integradas aos programas de manejo adotados pelos produtores.

“Nosso objetivo é desenvolver ferramentas complementares dentro dos sistemas produtivos. Rifle se soma a um portfólio em expansão e reflete o compromisso da empresa com a inovação voltada à eficiência agronômica”, afirma.

A companhia também informou que novas tecnologias biológicas já estão em desenvolvimento, com expectativa de lançamentos estratégicos nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

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A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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