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Recorde de Recuperações Judiciais no Agro Eleva Crédito Fora do Sistema Bancário

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O agronegócio brasileiro inicia 2026 sob forte pressão financeira, marcada por crédito caro, margens comprimidas e regras bancárias mais rígidas. Esse cenário se reflete no aumento de processos de recuperação judicial, que evidenciam a vulnerabilidade financeira das empresas do setor e aceleram a migração do crédito rural para estruturas privadas e fundos especializados.

Casos recentes, como os processos envolvendo Amiu, Terra Santa e Raízen, destacam como ciclos adversos prolongados impactam a capacidade de pagamento e reduzem o apetite bancário por risco no campo.

Crescimento histórico das recuperações judiciais no agronegócio

Em 2025, o setor registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial, o maior número da série histórica, 56,4% acima de 2024. Isso coloca o agronegócio em um patamar seis vezes superior à média nacional, com 1,26% das empresas agropecuárias em recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural atingiu 8,3%.

Diante da seletividade dos bancos, o financiamento da safra tem migrado para fora do sistema tradicional, com uso crescente de instrumentos como CPRs, fundos de crédito e estruturas de DIP Finance, que permitem a continuidade das operações enquanto as dívidas são renegociadas.

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Grandes empresas recorrem à reorganização financeira

A escalada das recuperações judiciais tem levado grandes companhias a buscar alternativas que mantenham a produção sem comprometer a operação financeira. Em março de 2026, a Raízen, uma das maiores produtoras de energia e açúcar do país, iniciou um processo de recuperação extrajudicial para reorganizar um passivo de R$ 65 bilhões, um dos maiores já registrados no Brasil.

Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, essas estruturas de reorganização financeira são essenciais para atravessar períodos críticos sem interromper a produção. “Depois de uma quebra relevante, o banco precisa rever exposição e garantias. Só que a produção continua e os custos seguem. O objetivo é manter a operação funcionando enquanto o passivo é ajustado, evitando que um problema financeiro se torne um colapso operacional”, explica.

Expansão do crédito privado no agronegócio

Apesar do crescimento de CPRs, fundos de custeio e DIP Finance, parte do passivo gerado pelas quebras recentes permanece concentrada em obrigações com fornecedores e contratos desalinhados ao fluxo de caixa.

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A MA7 Negócios estruturou nos últimos anos mais de 80 operações no setor, movimentando cerca de R$ 750 milhões, assumindo dívidas com desconto e reorganizando prazos compatíveis com a realidade operacional do agronegócio. Esse modelo ajuda a reduzir efeitos cascata das quebras e garante maior estabilidade à cadeia produtiva.

Perspectivas para o crédito no agro em 2026

O mercado de crédito rural tende a se tornar mais segmentado, com instrumentos específicos cumprindo funções ao longo do ciclo financeiro das empresas. A combinação entre crédito privado e reorganização de dívidas deve se consolidar enquanto as margens permanecerem pressionadas.

Segundo André Matos, a travessia do atual ciclo depende de coordenação financeira: “Quem consegue organizar o passivo primeiro preserva a operação e mantém portas abertas para o mercado. O crédito existe, mas exige leitura de risco precisa e decisões rápidas. Quem entende isso atravessa o ciclo; quem ignora tende a ficar pelo caminho”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá recebe representantes da Festa de São Benedito

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu nesta quarta-feira (10), no terraço da Prefeitura, representantes da organização da tradicional Festa de São Benedito. O encontro reuniu lideranças religiosas e gestores municipais para reforçar o apoio à realização da celebração, que integra o calendário cultural da capital, além de discutir ações voltadas à preservação das tradições cuiabanas.

A organização da festividade envolve atividades como a escolha do rei e da rainha, o levantamento do mastro, a preparação de alimentos típicos e diversas ações conduzidas pela própria comunidade.

Durante o encontro, o prefeito Abilio destacou a importância da participação popular na manutenção da tradição. Ao abordar os projetos voltados para a região da Igreja de São Benedito, o prefeito também apresentou a proposta de requalificação do Largo do Rosário, desenvolvida em parceria com o Governo do Estado.

“Estamos trabalhando em um projeto para integrar a Igreja de São Benedito a um novo espaço público. A proposta é transformar a área em uma grande praça, criando melhores condições para as atividades religiosas, culturais e comunitárias”, disse.

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O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, ressaltou o significado da festividade para a identidade cuiabana e compartilhou sua ligação pessoal com a devoção a São Benedito.

“Sou devoto e grato a São Benedito. A festa representa um momento especial de celebração da fé, mas também simboliza valores que acompanham a comunidade durante todo o ano”, contou.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou a importância do acolhimento das manifestações religiosas no espaço público e o respeito às diferentes expressões de fé presentes no município.

“É uma honra receber as festividades religiosas e culturais na Prefeitura. Valorizar essas manifestações é reconhecer a importância da fé e da tradição para a nossa comunidade”, ressaltou.

A Festa de São Benedito integra o calendário oficial de eventos de Cuiabá e é reconhecida como uma das mais importantes expressões da cultura popular local. Além do caráter religioso, a celebração preserva costumes transmitidos entre gerações e fortalece os laços comunitários por meio da participação coletiva na organização das atividades.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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