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Custos de Produção de Suínos Recordam Queda e Frango de Corte Mantém Estabilidade em Fevereiro; Mercado Cambial e Cenário Financeiro Atual no Brasil

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Os custos de produção de suínos e frangos de corte apresentaram comportamentos diferentes em fevereiro de 2026 conforme a análise mensal da Embrapa Suínos e Aves, divulgada pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS). Os dados são uma referência importante para a cadeia produtiva de proteínas animais no Brasil.

Suínos: Redução no Custo por Quilo no Principal Estado Produtor

Em fevereiro, o custo de produção de um quilo de suíno vivo em Santa Catarina — maior produtor nacional — caiu de R$ 6,45 em janeiro para R$ 6,36, representando uma redução de 1,39% no mês. O Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) passou a 364,12 pontos, acumulando queda de 1,77% no ano e praticamente estável nos últimos 12 meses com -0,04%.

A ração, que responde por quase 72% do custo total, contribuiu para essa redução ao registrar queda de 1,08% em fevereiro, acumulando -1,42% no ano.

Frango de Corte: Estabilidade de Custos no Paraná

No estado do Paraná, referência nacional para o frango de corte, o custo de produção do quilo do frango praticamente se manteve estável. A variação mensal foi de apenas R$ 0,01, chegando a R$ 4,72, um aumento de 0,16% em fevereiro.

O índice acumulado no ano registra alta de 1,40%, enquanto nos últimos 12 meses apresenta redução de -3,15%.

Os custos com pintos de um dia — que representam cerca de 18,9% do total — caíram ligeiramente em fevereiro (-0,04%), mas acumulam alta significativa de 18,56% nos últimos 12 meses.

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Importância das Regiões e Ferramentas de Gestão

Santa Catarina e Paraná são utilizados como principais referências dos índices de custo pela sua importância na produção nacional de suínos e frangos, respectivamente. Além disso, a CIAS disponibiliza estimativas de custo para outros estados produtores como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, oferecendo subsídios valiosos para decisões de gestão técnica e econômica.

Para auxiliar produtores, a Embrapa oferece ferramentas gratuitas como o aplicativo Custo Fácil para Android — que gera relatórios personalizados e diferencia despesas com mão de obra familiar — além de planilhas de custos voltadas à gestão de granjas integradas de suínos e frangos de corte, disponíveis no portal da CIAS.

Contexto Atual do Mercado Financeiro e do Dólar no Brasil
Cotação do Dólar em Março de 2026

No cenário financeiro atual, o dólar comercial fechou recentemente cotado em torno de R$ 5,24, representando uma leve queda em meio à volatilidade do mercado global, influenciada por fatores externos como conflitos geopolíticos e oscilações nos preços de commodities. A moeda oscilou durante o dia, chegando acima de R$ 5,30 antes de recuar no fechamento da sessão.

Projeções Econômicas e Expectativas do Mercado

As previsões do mercado financeiro indicam uma redução na projeção da cotação do dólar para 2026, com estimativa média em cerca de R$ 5,42 ao longo do ano, segundo o último Boletim Focus — pesquisa semanal com analistas financeiros divulgada pelo Banco Central do Brasil.

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Essa expectativa positiva está associada à percepção de estabilidade cambial e à possibilidade de ajustes na taxa básica de juros (Selic), que também tem sido revisada em função de indicadores econômicos internos e externos.

Influências Externas e Internas no Mercado de Câmbio

O comportamento da cotação do dólar reflete incertezas no mercado financeiro global, que impactam diretamente os preços das commodities e insumos importados, como alguns componentes de ração animal. Oscilações cambiais podem, assim, influenciar os custos de produção agropecuária no Brasil, especialmente quando insumos dependem de importação.

Conclusão

Em fevereiro, os custos de produção de suínos mostraram retração em Santa Catarina, enquanto os custos para o frango de corte no Paraná permaneceram essencialmente estáveis. Esses movimentos ocorrem em um contexto de mercado financeiro ainda volátil no Brasil, com o dólar oscilando em torno de R$ 5,24 e projeções de mercado apontando para uma leve redução na cotação da moeda ao longo de 2026. Continuar acompanhando indicadores como ICPs da Embrapa e dados econômicos macroéconomicos é essencial para produtores e investidores tomarem decisões estratégicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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