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Curso sobre Irrigação em Nogueira-Pecã discute soluções para déficit hídrico e aumento da produtividade

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O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), em colaboração com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Campus Cachoeira do Sul – e a empresa Irrigatec, promove no dia 19 de agosto o curso “Irrigação em Nogueira-Pecã”. O objetivo é orientar produtores rurais sobre técnicas de irrigação para enfrentar o déficit hídrico, comum entre o final da primavera e o verão, que impacta diretamente a produtividade e a qualidade das nozes.

Impactos do déficit hídrico na cultura da nogueira-pecã

Segundo Jaceguáy Barros, coordenador técnico do IBPecan, a falta de água afeta o desenvolvimento dos frutos, comprometendo o tamanho e o enchimento das nozes, o que reduz a qualidade final da produção no Rio Grande do Sul e prejudica a rentabilidade dos produtores. Ele ressalta que o curso irá abordar as condições climáticas locais, as necessidades hídricas da nogueira-pecã e as influências do tipo de solo onde os pomares estão implantados.

Parcerias e expertise técnica

O IBPecan mantém parceria com o curso de Engenharia Agrícola da UFSM, por meio do professor Ezequiel Seretta, e com o engenheiro agrícola Laurício Madaloz, da Irrigatec. Esta empresa possui vasta experiência em sistemas e métodos de irrigação para diversas culturas, incluindo a nogueira-pecã, trazendo um corpo técnico altamente qualificado para o evento.

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Conteúdo e benefícios para os produtores

O curso abordará as demandas específicas da cultura, o clima da região Sul do Brasil e auxiliará os produtores na escolha do projeto de irrigação mais adequado para sua realidade. Além disso, serão apresentadas técnicas para implantação, operação e monitoramento da eficiência dos sistemas de irrigação. “Assim, o produtor poderá acompanhar a produção e a qualidade alcançadas, garantindo um produto de maior valor no mercado e potencializando a renda”, explica Barros.

Relevância para o setor industrial e conquista de mercados

Do ponto de vista das indústrias, a irrigação representa uma estratégia fundamental para melhorar a qualidade do produto final e atender às exigências de mercados cada vez mais rigorosos. Barros destaca que o avanço na adoção da irrigação é essencial para viabilizar a atividade e ampliar a participação do setor em novos mercados.

Informações sobre o curso

O curso “Irrigação em Nogueira-Pecã” será realizado no dia 19 de agosto, das 8h30 até o final da tarde, no Campus da UFSM em Cachoeira do Sul. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo link do IBPecan: https://forms.gle/4QZEh6CGBsfU1jMM7. Os inscritos também garantem um cupom especial de desconto para o ENAPecan, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro.

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Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABIOVE eleva projeções para 2026 e prevê recorde no esmagamento de soja no Brasil

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A indústria brasileira de soja segue em trajetória de expansão. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou suas projeções para o complexo soja em 2026 e confirmou a expectativa de crescimento do processamento doméstico, impulsionado pelo volume recorde da safra e pela demanda consistente por derivados.

De acordo com o novo levantamento, o esmagamento de soja no Brasil deverá alcançar 63 milhões de toneladas em 2026, representando um avanço de 0,8% em relação à estimativa anterior. O resultado reforça o fortalecimento da indústria nacional e amplia a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Produção de farelo e óleo acompanha avanço do processamento

Com a expansão da atividade industrial, a produção de derivados também deve registrar crescimento. A expectativa da entidade é que a fabricação de farelo de soja alcance 48,6 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo de soja deverá somar 12,65 milhões de toneladas ao longo do próximo ano.

A projeção está alinhada ao cenário de ampla disponibilidade de matéria-prima. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de soja está estimada em 180,25 milhões de toneladas em 2026.

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Além disso, a ABIOVE projeta importações de aproximadamente 900 mil toneladas de soja em grão e 125 mil toneladas de óleo de soja, volumes destinados a complementar o abastecimento do mercado interno.

Exportações do complexo soja devem gerar US$ 60 bilhões

No comércio exterior, o complexo soja continuará desempenhando papel estratégico para a balança comercial brasileira. As exportações de soja em grão estão projetadas em 114,1 milhões de toneladas.

Já os embarques de farelo de soja devem atingir 24,95 milhões de toneladas, volume 0,6% superior ao estimado anteriormente. As exportações de óleo de soja também tiveram revisão positiva e devem alcançar 1,65 milhão de toneladas, crescimento de 3,1%.

Com esse desempenho, a expectativa é que o complexo soja gere aproximadamente US$ 60 bilhões em receitas cambiais, consolidando sua posição entre os principais setores exportadores do agronegócio brasileiro.

Processamento mantém ritmo forte em 2026

Os dados mais recentes da indústria reforçam o cenário de crescimento. Em abril de 2026, o processamento de soja totalizou 5,09 milhões de toneladas, registrando alta de 0,2% em relação ao mês anterior.

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Na comparação com abril de 2025, o avanço foi de 6,7%, considerando o ajuste pelo percentual amostral utilizado pela entidade.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o processamento alcançou 18,124 milhões de toneladas, volume 10,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Indústria amplia agregação de valor à safra brasileira

A atualização das projeções da ABIOVE demonstra a capacidade da indústria nacional de absorver o crescimento da produção agrícola e transformar parte cada vez maior da safra em produtos de maior valor agregado.

O avanço do esmagamento fortalece a cadeia produtiva, amplia a oferta de farelo para a pecuária, garante o abastecimento de óleo para os mercados alimentício e energético e contribui para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais.

Com safra robusta, demanda aquecida e crescimento das exportações de derivados, o complexo soja mantém sua posição como um dos principais motores da economia brasileira e da geração de divisas para o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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