AGRONEGÓCIO

Cultivares de alface da Embrapa demonstram resistência ao calor

Publicado em

Pesquisadores da Embrapa Hortaliças observaram um desempenho excepcional das cultivares de alface BRS Leila e BRS Mediterrânea em experimentos simulando temperaturas mais elevadas. Enquanto outras variedades enfrentaram dificuldades sob condições de aumento de temperatura, essas duas cultivares se destacaram, mantendo um crescimento saudável durante 45 dias a uma temperatura média de 30°C.

Impacto das Mudanças Climáticas na Agricultura

O estudo visou entender como as mudanças climáticas podem afetar o desenvolvimento das plantas, especialmente em relação à temperatura. Com as projeções de aumento da temperatura global, compreender a resposta das culturas às condições adversas torna-se fundamental para garantir a segurança alimentar no futuro.

Características Adaptativas das Cultivares

Segundo os pesquisadores, tanto a BRS Leila quanto a BRS Mediterrânea apresentam características que as tornam mais resistentes ao calor. A BRS Leila, por exemplo, tem um atraso no florescimento, permitindo que ela suporte temperaturas mais altas por um período mais longo. Já a BRS Mediterrânea tem um ciclo de produção mais curto, reduzindo sua exposição ao calor e evitando o florescimento precoce, que pode afetar negativamente a qualidade da alface.

Leia Também:  Energia solar ganha espaço como solução para redução de custo com onda de calor
Ferramenta de Avaliação: Câmara de Crescimento Vegetal

Para testar a tolerância ao calor das cultivares, os pesquisadores utilizaram a Câmara de Crescimento Vegetal, um ambiente controlado capaz de simular diferentes cenários climáticos. Essa ferramenta permitiu que eles identificassem as plantas mais resilientes às altas temperaturas e outros fatores adversos, como o déficit hídrico.

Próximos Passos: Enfrentando o Estresse Hídrico

O estudo faz parte de uma série de estratégias para enfrentar as condições climáticas em mudança. Os pesquisadores planejam continuar os estudos, focando agora na tolerância ao estresse hídrico, incluindo a salinização do solo, e explorando o uso de bioinsumos para promover o desenvolvimento das culturas mesmo sob condições adversas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

Published

on

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

Leia Também:  Calor: o vilão das plantações de hortifruti
Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

Leia Também:  Recorde na Certificação Socioambiental ABR na Safra 2022/2023
Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA