AGRONEGÓCIO

Cuiabá retoma aulas com três refeições diárias ricas em produtos naturais

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A Prefeitura de Cuiabá, sob a gestão do prefeito Abilio Brunini, mantém plena organização para fornecer três alimentações seguras e de qualidade nas escolas e creches. As refeições servidas são café da manhã, almoço e lanche da tarde.

Diariamente, para 2026, a estimativa é que as escolas e creches produzam até 180 mil refeições diárias, visando assegurar o direito constitucional das crianças à plena alimentação, conforme também está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As aulas serão retomadas em toda a rede pública a partir de segunda-feira (2). No total, conforme dados da Secretaria Municipal de Educação (SME), serão 62 mil alunos que estarão sob a responsabilidade do município.

A Coordenadoria de Nutrição Escolar, é responsável em receber alimentos dos fornecedores, verificar a data de vencimento dos produtos industrializados e das frutas e verduras. Lá, são recebidos pacotes de arroz, feijão, leites, frutas e verduras.

Só após essa checagem, os alimentos são encaminhados às escolas e creches. A Prefeitura de Cuiabá ainda fornece alimentação a 21 entidades filantrópicas.

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A coordenadora de nutrição escolar, Dryeli Minas, explica que o cardápio escolar é elaborado visando a riqueza de nutrientes aos estudantes.

“Até 2024, apenas os alunos da educação infantil recebiam duas refeições nas escolas, e os alunos do ensino fundamental ganhavam apenas uma refeição. Na gestão do prefeito Abilio Brunini, foi adicionada uma refeição a mais mais. Então, agora, todos os alunos das escolas municipais recebem duas refeições (entrada + refeição principal)”.

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, enaltece o trabalho da equipe de nutrição da Prefeitura de Cuiabá. “São profissionais qualificados e comprometidos com a boa qualidade da merenda escolar. Nossas crianças terão uma alimentação segura ao longo de 2026”.

Alimentação segura

O cardápio escolar é elaborado por nutricionistas seguindo normas do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) a partir da Resolução 06/2020.

Os pratos são focados em alimentos in natura e minimamente processados, com restrição de açúcares (especialmente para menores de 3 anos), gordura trans e ultraprocessados. O planejamento considera a faixa etária, tempo de permanência, aceitação, sazonalidade, cultura local e necessidades nutricionais.

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“Seguimos todas as regras de uma alimentação segura aos estudantes”, reforça a coordenadora Dryeli Minas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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