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Cuiabá registra queda expressiva nos casos de dengue, chikungunya e zika em 2026

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A Prefeitura de Cuiabá segue fortalecendo as ações de prevenção e combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o boletim epidemiológico, os primeiros meses de 2026 apresentaram redução expressiva nos casos de dengue, chikungunya e zika entre os moradores da capital.

Entre as semanas epidemiológicas 01 e 05, foram registrados:

Dengue: 121 casos notificados e 65 confirmados
Chikungunya: 29 notificados e 27 confirmados
Zika: 1 caso notificado, sem confirmação

A incidência foi considerada baixa, demonstrando a eficiência das ações preventivas desenvolvidas pelo município.

Redução significativa em relação a 2025

Na quinta semana epidemiológica de 2026, os dados mostram um cenário ainda mais positivo quando comparados ao mesmo período do ano anterior:

Dengue: 12 casos registrados, com redução de 88,2% em relação a 2025
Chikungunya: 8 casos, representando queda de 99,1%

Esses números refletem o impacto direto do trabalho contínuo de vigilância, controle vetorial e conscientização da população.

Atualmente, há apenas um óbito por dengue em investigação, que segue sendo analisado pelo comitê responsável, com total transparência e acompanhamento técnico.

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O resultado positivo é fruto das ações permanentes realizadas pela equipe de Zoonoses e Vigilância em Saúde. No período, foram executadas atividades em larga escala:
– 103.176 imóveis vistoriados
– 11.692 imóveis tratados
– 12.894 depósitos tratados
– 3.967 depósitos eliminados

Essas ações contribuem diretamente para a redução dos focos do mosquito e para a proteção da população.

Além do trabalho em campo, a Secretaria Municipal de Saúde reforça as orientações preventivas, destacando três pilares fundamentais:

– Eliminação de criadouros: manutenção de quintais, caixas d’água, pneus e recipientes sem acúmulo de água
– Vacinação: a vacina Qdenga está disponível para crianças de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses
– Evitar automedicação: em caso de sintomas, procurar uma unidade de saúde

A população também pode entrar em contato com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) para esclarecimentos e notificações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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