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Cuiabá reforça rede de saúde e vacinação contínua contra o aumento sazonal de síndromes respiratórias

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensificou as ações em toda a rede pública para garantir atendimento ágil e organizado à população diante do aumento sazonal de síndromes respiratórias, comum neste período do ano.

Na madrugada desta terça-feira (31), o prefeito Abilio Brunini percorreu unidades estratégicas da capital, como a UPA Leblon e o Centro Médico Infantil (CMI), acompanhando de perto o funcionamento dos serviços e o reforço adotado pelas equipes.

“Estamos em um quadro viral, todas nossas UPAs estão lotadas. Estou de madrugada e a UPA está cheia, a sala de medicação está cheia, o atendimento médico está rápido. Os médicos, inclusive, estão adoecendo”, destacou o prefeito.

No CMI, o chefe do Executivo também observou o aumento da procura, especialmente por atendimentos relacionados a doenças respiratórias em crianças.
“O Centro Médico Infantil também está muito cheio, está tendo um quadro viral. Todos os locais estão cheios. Bronquiolite é a maior procura e estamos muito preocupados com isso”, pontuou.

A rede municipal opera em regime de atenção redobrada, com ampliação de equipes, plantões reforçados e monitoramento constante dos casos. A Prefeitura também aumentou o número de médicos nas UPAs para garantir maior agilidade nos atendimentos, mesmo com a elevação da demanda.

Atualmente, cerca de 35% dos atendimentos nas unidades de urgência e emergência são por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro que abrange desde casos leves, como a gripe, até situações mais complexas.

Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que os casos de influenza A e B tiveram aumento de 824% em 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Até março de 2025, haviam sido registrados 25 casos entre moradores. Em 2026, o número já chega a 231 confirmações, além de um óbito.

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Considerando também pacientes de outras cidades atendidos na capital, são 300 ocorrências notificadas. Somente nas últimas semanas, foram confirmados 49 novos casos. Apesar disso, houve redução de 54,2% em relação à semana anterior, indicando uma possível desaceleração momentânea, ainda dentro de um cenário de alta circulação viral.

Segundo a Secretaria de Saúde, o aumento está associado à maior circulação de vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da testagem, que permite identificar mais casos.

O Centro Médico Infantil registra aumento significativo na procura por atendimentos, especialmente por doenças típicas do período chuvoso, como bronquiolite e gastroenterite.

Entre os principais sintomas apresentados pelas crianças estão febre, tosse persistente, coriza, congestão nasal, dificuldade respiratória, chiado no peito, vômito, diarreia, dor abdominal e prostração.

Para garantir o pleno funcionamento da unidade, cerca de 450 profissionais estão mobilizados, incluindo médicos pediatras, enfermeiros, técnicos, além de equipes multiprofissionais e administrativas.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que consultas de rotina, acompanhamento de exames e casos sem urgência devem ser realizados nas Unidades de Saúde da Família (USFs), que estão preparadas para esse tipo de atendimento e funcionam como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida é fundamental para manter o fluxo das unidades de urgência voltado aos casos que realmente necessitam de atendimento imediato.

A Prefeitura também reforça que a vacina contra a influenza já faz parte da rotina da rede municipal e está disponível de forma contínua nas 72 USFs, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

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Diferente das campanhas sazonais, a imunização desses públicos não começou agora. As doses são ofertadas regularmente, garantindo acesso permanente à população mais vulnerável.

Atualmente, a vacinação está direcionada aos seguintes grupos prioritários:

Rotina: crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; idosos com 60 anos ou mais.

Grupos especiais: puérperas (até 45 dias após o parto, mediante comprovação); povos indígenas (aldeados ou não, a partir de 6 meses de idade); quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde (serviços públicos e privados); professores do ensino básico e superior (público e privado); profissionais das forças de segurança e salvamento; profissionais das Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros (urbanos e de longo curso); trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como doenças respiratórias crônicas, doenças cardíacas crônicas, doenças renais crônicas, doenças hepáticas crônicas, doenças neurológicas crônicas, diabetes, obesidade grave (IMC ≥ 40), pessoas com trissomias, transplantados e pessoas com imunossupressão.

A SMS destaca que a vacinação é uma das principais formas de prevenção contra agravamentos e reforça a importância de que o público elegível procure a unidade de saúde mais próxima.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cafeicultura brasileira enfrenta desafios climáticos e aposta em tecnologia para manter liderança global

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Brasil mantém protagonismo global na produção de café

O Brasil segue como principal referência mundial na produção de café, mesmo diante de um cenário desafiador. A cafeicultura nacional passa por transformações impulsionadas por mudanças climáticas, avanço tecnológico e novas estratégias de manejo no campo.

O tema foi destaque durante o painel “Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2025/2026 e 2026/2027”, realizado no Workshop Mercado e Exportação de Café, dentro da Fenicafé.

Especialistas apontam necessidade de adaptação no setor cafeeiro

Reunindo especialistas de importantes regiões produtoras — Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana, Espírito Santo e Noroeste de Minas —, o debate trouxe um diagnóstico claro: o Brasil segue forte na produção de café, mas precisa se adaptar para manter competitividade no mercado global.

Mudanças climáticas aumentam riscos para produtores

As alterações no clima têm sido um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. No Sul de Minas, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas já impactam diretamente a produção.

Segundo o engenheiro agrônomo Régis Ricco, “secas mais longas e temperaturas mais altas colocam a cafeicultura de sequeiro em condição de alto risco”.

Na região da Mogiana, após períodos de quebra de safra, há sinais de recuperação gradual. De acordo com Bruno Maciel, a melhora no pegamento das floradas indica avanço, embora ainda abaixo do potencial histórico.

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Já no Cerrado Mineiro, os efeitos climáticos têm pressionado custos e rentabilidade. “Frio intenso, déficit hídrico e chuvas constantes interferem diretamente na produção”, afirma Flávio Bambini.

Irrigação e tecnologia impulsionam produtividade no campo

Diante desse cenário, a adoção de irrigação e tecnologias agrícolas tem se tornado essencial para garantir estabilidade produtiva.

No Noroeste de Minas, onde as lavouras são totalmente irrigadas, os resultados têm sido positivos. Segundo Eduardo Botelho de Bastos, a prática garante produtividade, qualidade e crescimento sustentável.

No Espírito Santo, referência na produção de café canéfora, o avanço tecnológico também sustenta o crescimento. “O estado lidera a produção nacional com ganhos consistentes de produtividade”, destaca Inorbert Melo.

Além disso, o uso de sensores, manejo eficiente do solo e novas cultivares contribuem para aumentar a eficiência e reduzir riscos no campo.

Diferenças regionais exigem estratégias específicas

A diversidade das regiões produtoras brasileiras exige abordagens distintas de manejo.

Nas Montanhas do Espírito Santo, o relevo acidentado dificulta a mecanização e aumenta a dependência de mão de obra. “O desafio é grande devido à limitação de mecanização e à necessidade de colheita manual”, explica César Abel Krohling.

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No Cerrado Mineiro, o foco tem sido a evolução do modelo produtivo, com adoção de práticas mais sustentáveis e regenerativas. Segundo Bambini, há um reposicionamento da atividade rumo a uma cafeicultura mais estratégica.

Perspectivas para as safras 2025/2026 e 2026/2027 são positivas

Apesar dos desafios climáticos, as perspectivas para as próximas safras são consideradas positivas. A recuperação produtiva em diversas regiões, aliada à renovação de lavouras e ao uso de tecnologias, deve impulsionar o crescimento do setor.

Ainda assim, especialistas reforçam a importância do planejamento. “O produtor precisa tomar decisões baseadas em dados e investir em tecnologia para reduzir riscos”, ressalta Ricco.

Liderança global depende de inovação e sustentabilidade

O consenso entre os especialistas é de que o Brasil continuará sendo o principal player global do café. No entanto, a manutenção dessa posição dependerá da capacidade de adaptação às novas condições climáticas e às exigências do mercado internacional.

A integração entre ciência, tecnologia, gestão e sustentabilidade será determinante para o futuro da cafeicultura brasileira.

A Fenicafé segue até o dia 16 de abril, no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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