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Cuiabá intensifica cirurgias eletivas no Pronto-Socorro Municipal e reduz filas

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou neste sábado (23) mais um mutirão de cirurgias eletivas no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). Ao todo, foram feitos 18 procedimentos cirúrgicos, na maioria da área de urologia.

A iniciativa faz parte das ações da gestão para reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas, sem comprometer os atendimentos de urgência e emergência. Na semana passada, outros 10 procedimentos já haviam sido realizados, também dentro do mutirão, que vem ocorrendo sempre aos finais de semana.

Durante a semana, os pacientes passam pelo processo de triagem, garantindo que os casos sejam organizados para execução aos sábados. A ação também integra o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Município e o Ministério Público, que prevê a intensificação da realização de cirurgias eletivas para diminuir a demanda reprimida na rede municipal.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou o compromisso da gestão em avançar nesse trabalho sem prejudicar o funcionamento do hospital. “Estamos empenhados em acelerar a fila de cirurgias eletivas, garantindo que os pacientes tenham seus procedimentos realizados em tempo oportuno. Ao mesmo tempo, preservamos a qualidade e a continuidade dos atendimentos de urgência e emergência”, afirmou.

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A secretária adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, Susana Gutierrez, também ressaltou a importância da estratégia.

“Esses mutirões são fundamentais para dar vazão à demanda reprimida. A triagem realizada durante a semana permite organizar os casos de forma eficiente, garantindo mais segurança tanto para os pacientes quanto para as equipes. Nosso objetivo é manter esse ritmo ao longo do ano, respeitando a estrutura do hospital e a disponibilidade de insumos”, explicou.

Para o próximo final de semana, já estão previstas novas cirurgias, podendo ultrapassar o número de procedimentos realizados anteriormente. A previsão é de que os mutirões sigam acontecendo ao longo de todo o ano, respeitando as condições estruturais do hospital e a disponibilidade dos materiais necessários para a realização dos procedimentos.

#PraCegoVer

A imagem mostra uma equipe médica posicionada em frente ao centro cirúrgico do Pronto-Socorro de Cuiabá. Todos utilizam roupas adequadas ao ambiente hospitalar, na cor branca.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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