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Cuiabá fortalece ações conjuntas para enfrentamento da esporotricose

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A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, recebeu em seu gabinete o secretário de Governo, Ananias Martins de Souza Filho, e representantes da Vigilância em Saúde de Cuiabá para uma reunião de alinhamento sobre o andamento e a condução dos casos de esporotricose no município. A doença, que é transmitida por animais infectados, vem preocupando autoridades de saúde e a Bem-estar Animal.

O encontro teve como objetivo reforçar a integração entre a Vigilância em Zoonoses e o Bem-estar Animal, que é subordinado à Secretaria de Governo, garantindo a condução adequada tanto dos casos humanos quanto dos animais acometidos pela doença.

Durante a reunião, a secretária Danielle Carmona destacou que a união de esforços é essencial para o enfrentamento da esporotricose em Cuiabá. “Hoje a Secretaria Municipal de Saúde tem uma parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso e vai disponibilizar um médico veterinário para atuar junto ao Bem-estar Animal nos atendimentos dos resgates de animais suspeitos. Esses animais serão encaminhados para realizar exames no laboratório da UFMT. Além disso, estamos mobilizando as equipes e realizando um trabalho de conscientização junto com a atenção primária, envolvendo agentes comunitários de saúde e de endemias, para orientar a população com os cuidados e na identificação de pessoas e animais doentes ou com suspeita da doença”, explicou Carmona.

Fluxo de atendimento aos animais

A Vigilância em Zoonoses tem o papel de identificar casos suspeitos, realizar exames e encaminhar os resultados. Já o tratamento dos animais é atribuição do Bem-estar Animal, que realiza o resgate e é responsável pelo acompanhamento e pela condução terapêutica.

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• Animais de rua (comunitários ou errantes): são resgatados pelo Bem-estar Animal e encaminhados ao órgão conveniado, onde permanecem em tratamento por cerca de seis meses.

• Animais com tutores: permanecem em suas casas. Os responsáveis recebem orientações sobre o tratamento e cuidados, incluindo medidas de isolamento, enquanto o acompanhamento é feito pelo Bem-estar Animal e pelas equipes parceiras.

Situação da doença em Cuiabá e região

• 2024
o Humanos: nenhum caso registrado em Cuiabá.
o Animais: 1 cão confirmado e 4 gatos confirmados (2 em Cuiabá, 1 em Várzea Grande e 1 em Campo Verde), além de 2 gatos de Cuiabá em investigação.

• 2025

o Humanos: 4 casos confirmados em residentes de Cuiabá, 2 casos confirmados em não residentes e 1 caso em investigação em residente da capital. Entre os óbitos, uma criança de 13 anos faleceu em decorrência da doença.

o Animais: 37 gatos notificados em Cuiabá (20 confirmados em Cuiabá e 6 de outros municípios), além de 11 que ainda seguem sendo investigados.

O que é a esporotricose

A esporotricose é uma infecção causada por fungos que vivem no ambiente, como na terra, em plantas e em materiais em decomposição. A doença aparece quando esses fungos entram no corpo por pequenos ferimentos na pele ou mucosas, geralmente por meio de arranhões ou mordidas de animais doentes, contato com espinhos ou com vegetais em decomposição. Ela pode atingir tanto pessoas quanto animais.

Nos humanos, a doença pode causar lesões avermelhadas, caroços e feridas na pele, podendo evoluir para formas graves que afetam articulações e órgãos internos. Nos gatos, os sinais mais comuns são feridas ulceradas no focinho, patas e cauda, de difícil cicatrização.

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Cuidados para evitar a contaminação

A Secretaria Municipal de Saúde reforça cuidados essenciais para evitar a contaminação:
• Manter animais domésticos em casa, sem acesso às ruas;
• Lavar as mãos após contato com animais;
• Evitar contato direto com animais desconhecidos ou doentes, utilizando luvas quando necessário;
• Procurar atendimento veterinário em caso de suspeita em animais;
• Descontaminar o ambiente com hipoclorito de sódio (água sanitária);
• Realizar descarte adequado de animais mortos, sem enterrá-los em residências;
• Usar luvas, roupas de mangas longas e calçados fechados ao manusear terra, plantas ou madeira;
• Manter o quintal limpo, sem acúmulo de matéria orgânica.

O que fazer em caso de suspeita

• Em animais: notificar a Unidade de Vigilância em Zoonoses pelos telefones (65) 3318-6059 ou pelo e-mail [email protected], e buscar assistência veterinária imediata.

• Em humanos: procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa, informando sobre contato com animais suspeitos, e comunicar a Vigilância Epidemiológica pelo telefone (65) 3318-6069 ou pelo e-mail [email protected].

#PraCegoVer

A imagem mostra dois gatos de cores claras no centro da foto. Ao fundo, aparecem luzes urbanas e prédios residenciais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Mercado do cavalo Crioulo cresce com novas modalidades e maior participação de proprietários

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O mercado do cavalo Crioulo segue em trajetória de crescimento no Brasil e em outros países da América Latina, impulsionado principalmente pela ampliação das modalidades esportivas e pela maior participação de proprietários nas competições da raça.

A avaliação é do leiloeiro Marcelo Silva, diretor da Trajano Silva Remates, que observa uma expansão consistente do setor, ainda que em ritmo mais moderado nos próximos anos devido ao cenário econômico e político.

Novas modalidades ampliam participação no cavalo Crioulo

Segundo Silva, provas como Freio do Proprietário, Freio Jovem e outras modalidades voltadas a diferentes perfis de competidores têm desempenhado papel importante na expansão do mercado.

Na avaliação do leiloeiro, a diversificação das disputas permitiu maior aproximação de criadores, investidores e apaixonados pela raça, ampliando a base de participantes e fortalecendo toda a cadeia econômica ligada ao cavalo Crioulo.

“As provas mais voltadas aos proprietários fizeram com que a raça tivesse uma pulverização muito importante. Isso aproxima mais pessoas, aumenta o envolvimento com os animais e amplia o mercado em torno da raça”, afirma Marcelo Silva.

Internacionalização amplia oportunidades de negócios

O crescimento também é percebido fora do Brasil. Durante a realização da FICCC, em Montevidéu, Silva observou maior presença de participantes de países como Chile, Paraguai, Argentina, México e Brasil, além dos tradicionais criadores uruguaios.

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Segundo ele, o mercado do cavalo Crioulo deixou de estar concentrado apenas nos três principais polos históricos da raça — Brasil, Argentina e Uruguai — e passou a despertar interesse em novos mercados internacionais.

“Hoje já vemos negócios com o Paraguai e interesse de outros países. A raça não está mais limitada apenas a Uruguai, Argentina e Brasil. Esse é um sinal claro de que o mercado ganhou outra dimensão”, destaca.

Cenário econômico pode desacelerar ritmo de crescimento

Apesar do cenário positivo, Marcelo Silva avalia que fatores econômicos e políticos podem reduzir temporariamente a velocidade dos negócios até meados de 2027.

Entre os pontos de atenção estão o ambiente macroeconômico, o calendário eleitoral e a proximidade de grandes eventos esportivos internacionais, fatores que podem influenciar decisões de compra e investimentos no curto prazo.

“A raça continua e continuará crescendo. Talvez em um ritmo um pouco mais lento, principalmente até meados de 2027, por causa do ambiente econômico, das eleições e de outros fatores que acabam interferindo nas decisões de compra”, explica.

Calendário de eventos fortalece mercado e liquidez

Outro fator apontado como decisivo para o fortalecimento do setor é a ampliação do calendário de eventos ligados ao cavalo Crioulo.

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Segundo Silva, o mercado passou por forte descentralização nos últimos anos. Antes, os principais negócios estavam concentrados em cidades tradicionais como Bagé, Uruguaiana, Jaguarão, Pelotas e na Expointer.

Hoje, a multiplicação de provas, exposições e remates contribui para aumentar a circulação de animais, criadores e investidores em diferentes regiões, ampliando as oportunidades comerciais.

“A associação vem fazendo uma gestão muito positiva, e a multiplicação dos eventos ajudou a dar mais movimento ao mercado. Antes eram poucos pontos de concentração. Agora, a raça anda em um ritmo muito mais amplo”, ressalta.

Esporte e negócios sustentam expansão da raça

Nos próximos meses, a agenda de leilões e competições deve seguir aquecendo o mercado do cavalo Crioulo. Para o setor, a combinação entre esporte, internacionalização, calendário de eventos e liquidez em pista continuará sendo o principal motor de crescimento da raça nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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