AGRONEGÓCIO
Cuiabá é uma das 10 cidades de MT integram programa AdaptaCidades
Publicado em
14 de setembro de 2025por
Da Redação
A cidade de Cuiabá é uma das dez representantes de Mato Grosso no programa AdaptaCidades, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que visa apoiar estados e municípios na elaboração de Planos Municipais de Adaptação à Mudança do Clima. O programa integra a agenda das Cidades Verdes Resilientes, que busca fortalecer a capacidade de resposta dos municípios diante das crescentes alterações climáticas. A escolha das cidades foi baseada em critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Na última sexta-feira (12), a secretária municipal de Meio Ambiente de Cuiabá, Lise Bokorni, participou de uma reunião de mobilização dos municípios, na sede do Consema, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA). O encontro teve como objetivo divulgar a iniciativa AdaptaCidades e confirmar a participação das cidades.
“O Ministério está fazendo a adesão de aproximadamente 300 municípios em todo o país. Em Mato Grosso, dez cidades foram selecionadas, entre elas Cuiabá. A partir disso, vamos construir um plano municipal específico, com base em estudos climáticos atualizados e estratégias locais de adaptação”, explicou a secretária.
Segundo Bokorni, a participação de Cuiabá no AdaptaCidades é estratégica e urgente. “As mudanças climáticas impactam diretamente a saúde da população, a economia e os recursos naturais. Um período prolongado de seca ou chuvas intensas afeta a produção agrícola, o abastecimento de água, a qualidade do ar e diversos outros setores. Por isso, precisamos estar preparados”, afirmou.
Durante a reunião, foram apresentados dados e projeções climáticas de longo prazo (até 2048), que indicam variações significativas de temperatura e precipitação na região. Essas informações servirão de base para a formulação do plano local, que incluirá eixos como governança, planejamento urbano, recursos hídricos e segurança alimentar.
Como ação inicial, a secretária destacou o Plano Diretor de Arborização Urbana como uma das primeiras medidas concretas dentro da agenda de adaptação de Cuiabá. “Já temos uma minuta de lei em construção e queremos lançá-la em breve. A arborização tem impacto direto na regulação térmica da cidade e na qualidade de vida da população. Esse será o nosso pontapé inicial”, completou.
O programa AdaptaCidades reforça o compromisso de Cuiabá com a sustentabilidade e a construção de uma cidade mais resiliente, preparada para os desafios climáticos do presente e do futuro. Ao lado de outras nove cidades mato-grossenses, a capital entra em uma nova etapa de planejamento e ação ambiental, com apoio técnico e institucional do Governo Federal.
No âmbito do AdaptaCidades, pretende-se apoiar dez municípios em cada um dos 26 estados e no Distrito Federal, preparando-os para a construção de seus respectivos planos de adaptação. Para atingir esse objetivo, estão previstas a capacitação de agentes locais, a disponibilização de informações sobre riscos climáticos, orientações metodológicas para o planejamento, realização de oficinas e mentorias visando ao fortalecimento das capacidades técnicas de estados e municípios.
As outras nove cidades de Mato Grosso selecionadas são: Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Rica.
Sobre o AdaptaCidades
Lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, o programa tem como objetivo principal apoiar os municípios na construção de estratégias locais ou regionais de adaptação à mudança do clima, com foco em ações práticas, baseadas em evidências e integradas às políticas públicas. Ao todo, 300 municípios brasileiros devem ser contemplados, com atenção especial às áreas mais vulneráveis.
#PraCegoVer
A foto mostra um painel da apresentação exibida na reunião na Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Predomina a cor laranja no painel, com o desenho de várias construções que representam uma cidade.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
AGRONEGÓCIO
Exportações de farelo de soja da Índia despencam e abrem espaço para Brasil ampliar vendas globais
Published
10 minutos agoon
19 de maio de 2026By
Da Redação
As exportações de farelo de soja da Índia devem registrar forte retração no ciclo 2025/26, atingindo o menor volume dos últimos quatro anos. A disparada dos preços internos, impulsionada pela quebra na produção de soja e pela demanda aquecida da indústria avícola local, reduziu drasticamente a competitividade do produto indiano no mercado internacional.
O movimento abre espaço para países da América do Sul, especialmente o Brasil e a Argentina, ampliarem sua participação nos mercados asiáticos, tradicionalmente abastecidos pela Índia.
Farelo de soja indiano perde competitividade global
Segundo representantes do setor exportador indiano, os preços do farelo de soja produzido no país ficaram muito acima das cotações praticadas pelos principais concorrentes globais.
Atualmente, o farelo de soja da Índia está sendo ofertado próximo de US$ 680 por tonelada FOB para embarques em junho, enquanto fornecedores sul-americanos trabalham com valores ao redor de US$ 430 por tonelada.
A diferença de preços praticamente inviabilizou novos contratos de exportação para os indianos.
De acordo com Manoj Agrawal, as esmagadoras locais já sentem forte redução nas consultas internacionais.
“Os preços indianos estão muito mais altos do que os preços globais. As usinas sequer estão recebendo novas consultas de exportação”, afirmou o executivo.
Exportações devem cair pela metade em 2025/26
A previsão do setor é de que a Índia exporte cerca de 900 mil toneladas de farelo de soja no atual ano comercial, que termina em setembro de 2026. No ciclo anterior, o país embarcou aproximadamente 2,02 milhões de toneladas.
A retração representa uma queda superior a 55% nos embarques e reforça a mudança no fluxo global do mercado de proteína vegetal.
Segundo Vinod Jain, os compradores asiáticos já migraram para origens mais competitivas da América do Sul.
“O fornecimento vindo dos países sul-americanos aumentou e está muito mais competitivo que o farelo indiano”, destacou.
Brasil e Argentina podem ganhar espaço no mercado asiático
Com a redução da presença indiana no comércio internacional, o Brasil tende a ampliar oportunidades de exportação de farelo de soja para países da Ásia e também da Europa.
A Índia tradicionalmente exporta farelo para mercados como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, aproveitando o diferencial de produzir soja não geneticamente modificada. Entretanto, a forte alta dos preços anulou essa vantagem comercial.
O cenário favorece especialmente a indústria exportadora brasileira, que já opera com ampla oferta de soja e forte competitividade logística em diversos mercados internacionais.
Além do Brasil, a Argentina também deve ampliar participação nas vendas globais de farelo, especialmente diante da maior disponibilidade de produto sul-americano nesta temporada.
Quebra na safra indiana e demanda interna sustentam preços elevados
Os preços internos do farelo de soja na Índia acumulam alta expressiva desde o início da temporada. Na última terça-feira, o produto era negociado a 64.625 rúpias indianas por tonelada, equivalente a cerca de US$ 670, avanço de 47% em relação ao mês anterior e de 85% desde outubro.
A valorização acompanha a escalada dos preços da soja no mercado doméstico indiano.
Segundo Ashok Bhutada, o principal fator por trás da alta é a forte quebra produtiva causada pelo clima adverso.
Além disso, a demanda da indústria avícola da Índia continua aquecida, sustentando o consumo interno de farelo de soja e reduzindo a disponibilidade exportável.
“A oferta restrita mantém os preços da soja firmes e isso deve continuar sustentando os preços do farelo nos próximos meses”, avaliou Bhutada.
Mercado global monitora impacto sobre proteínas e rações
O movimento da Índia ocorre em um momento de forte atenção do mercado global sobre custos de alimentação animal e fluxos internacionais de proteínas vegetais.
A menor oferta exportável indiana tende a reforçar a relevância do farelo sul-americano para os importadores asiáticos, especialmente em um cenário de demanda consistente por carnes e ração animal.
Para o agronegócio brasileiro, o cenário pode representar novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, principalmente para o complexo soja, que segue entre os principais motores das exportações nacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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