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Cuiabá destaca doação de sangue e qualificação em odontologia

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A Diretoria de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, em parceria com o Telessaúde e Saúde Digital MT, por meio do Projeto Odontologia Baseada em Evidências (OBE), une esforços neste mês de junho para integrar a Campanha Junho Vermelho, dedicada ao incentivo à doação de sangue em todo o país.

Com o objetivo de mobilizar tanto a sociedade quanto os profissionais de saúde para a promoção da cultura da doação contínua e consciente, a campanha deste ano traz como tema central, “Atendimento Odontológico a Pacientes com Coagulopatias”. A proposta visa ampliar a compreensão e a qualificação do atendimento a pessoas com distúrbios hematológicos hereditários ou adquiridos, como hemofilia e doença de von Willebrand, assim como àquelas em uso de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, como AAS ou enoxaparina. É importante destacar que, frequentemente, o medo do profissional leva à suspensão do atendimento ou do uso desses medicamentos, o que não deve ocorrer, já que o risco de eventos trombóticos supera o risco de um sangramento pós-operatório. Desmistificar essa prática é um dos focos centrais da campanha.

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A principal ação será uma palestra técnica online com o renomado cirurgião-dentista Dr. Luiz Alberto Valente Soares Júnior, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O evento acontecerá no dia 10 de junho, no período vespertino, com transmissão ao vivo pelo canal YouTube TeleeducaMT. O objetivo da palestra é qualificar os profissionais da saúde bucal, evitando encaminhamentos desnecessários e ampliando a segurança no atendimento a pacientes com coagulopatias.

Ao longo do mês, diversas atividades também serão promovidas em parceria com as equipes de saúde bucal de Cuiabá e do Estado de Mato Grosso:

* Envolvimento de toda a rede de Atenção à Saúde Bucal nas ações da campanha;
* Ações educativas e de mobilização em salas de espera das Unidades Básicas de Saúde (UBS), com uso de cartazes, rodas de conversa e orientações específicas;
* Participação ativa das equipes de saúde bucal na orientação comunitária sobre a importância da doação de sangue e mobilização de doadores.

A diretora de Saúde Bucal da SMS de Cuiabá, Cristhiane Leite, destaca a importância da campanha. “O Junho Vermelho é mais do que uma campanha de doação de sangue. É uma oportunidade de sensibilizar e capacitar os profissionais para um atendimento acolhedor e seguro a pacientes com necessidades especiais. Com informação e engajamento, conseguimos transformar realidades e salvar vidas. Nossa missão é cuidar com responsabilidade e conhecimento”.

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#PraCegoVer

A imagem mostra duas dentistas, ambas vestindo trajes em tom vermelho, realizando o atendimento de uma paciente que está deitada em uma cadeira odontológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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