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Cuiabá celebra Dia Nacional do Gari e destaca importância dos profissionais para a cidade

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Responsáveis por manter a cidade limpa diariamente, os garis desempenham um papel essencial para a saúde pública, qualidade de vida e bem-estar da população cuiabana. Neste sábado, 16 de maio, data em que é celebrado o Dia Nacional do Gari, a Prefeitura de Cuiabá homenageia os profissionais que atuam na coleta de lixo doméstico e ajudam a transformar a limpeza urbana da capital.

Coordenados pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), 210 trabalhadores atuam diretamente na coleta de resíduos sólidos urbanos na capital. Os profissionais estão distribuídos em quatro turnos estratégicos ao longo do dia, iniciando às 5h, depois às 9h, 17h e 22h, garantindo que a coleta ocorra de forma contínua e eficiente em todas as regiões da cidade.

Os horários são definidos estrategicamente para minimizar a exposição dos trabalhadores aos períodos mais críticos de calor intenso na capital mato-grossense. Além disso, os garis contam com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas de proteção contra cortes, botinas, camisetas de manga longa e bonés, assegurando mais segurança e dignidade durante a execução dos serviços.

O prefeito Abilio Brunini destacou a importância dos profissionais para o funcionamento da cidade e reconheceu o empenho diário das equipes.

“Os garis exercem um trabalho essencial para a saúde pública, para a qualidade de vida e para o bem-estar da nossa população. São profissionais que enfrentam sol, chuva e trabalham diariamente para manter Cuiabá limpa e organizada. Temos trabalhado para garantir melhores condições, segurança e respeito à categoria”, afirmou o prefeito.

Quem vive diariamente a rotina da coleta também destaca o orgulho pela profissão e a importância do trabalho prestado à população. O coletor Elias afirmou que a profissão representa dedicação e compromisso com a cidade.

“Eu me sinto muito feliz, porque esse é um trabalho importante para a cidade e para toda a população. Faça chuva ou faça sol, estamos todos os dias nas ruas ajudando a manter Cuiabá limpa. É uma profissão que exige dedicação e esforço, mas que também nos dá orgulho. Por isso, o Dia do Coletor é uma data muito importante para todos nós”, declarou.

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O coletor Vitor de Arruda Silva também ressaltou a satisfação em contribuir diariamente com a limpeza urbana da capital.

“Eu me sinto muito bem trabalhando como coletor e contribuindo para manter nosso município limpo todos os dias. É um trabalho importante para a cidade e para a população. Tenho orgulho de fazer parte dessa missão e de ajudar a cuidar de Cuiabá”, disse.

Desde janeiro de 2025, a Prefeitura de Cuiabá promoveu uma reorganização completa do sistema de coleta de lixo doméstico. Antes disso, a capital enfrentava atrasos frequentes e paralisações dos serviços devido à falta de repasses financeiros à empresa prestadora, situação que afetava diretamente os trabalhadores e a população.

Logo no início da atual administração, foi estabelecido um acordo para regularização dos repasses mensais destinados à execução dos serviços, permitindo estabilidade operacional e garantindo os pagamentos aos trabalhadores. Desde então, Cuiabá não registrou greves ou paralisações da coleta de lixo doméstico.

Em junho de 2025, a Prefeitura de Cuiabá apresentou os resultados do plano emergencial de regularização da coleta, conduzido pela Limpurb. Após 30 dias de ação intensiva, o município alcançou 98,18% de regularização do serviço em toda a capital. O monitoramento técnico foi realizado entre os dias 26 de maio e 21 de junho, utilizando dados georreferenciados do sistema Inlog, que identificou os pontos críticos de falha na cobertura da coleta por meio de um “mapa de calor”.

O diagnóstico permitiu corrigir rotas, ampliar a cobertura dos caminhões e garantir mais eficiência ao serviço prestado à população. A iniciativa também trouxe impactos positivos às condições de trabalho dos profissionais, que passaram a atuar com mais estrutura, segurança e qualidade.

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Outro avanço importante ocorreu em novembro de 2025, quando a Limpurb recebeu 32 caminhões zero quilômetro para reforçar a frota da coleta domiciliar da capital. Os novos veículos são do modelo Volkswagen 26.260, equipados com tecnologia Euro 6, que reduz significativamente a emissão de poluentes e o consumo de combustível, garantindo mais eficiência e sustentabilidade.

A frota é composta por 30 caminhões truck de 19 metros cúbicos, com capacidade para transportar entre 12 e 15 toneladas de resíduos, além de dois caminhões de 15 metros cúbicos, com capacidade de 8 a 10 toneladas.

Com a renovação da frota, problemas anteriormente identificados foram eliminados, como ausência de giroflex, falta de botão de emergência nas compactadoras, pneus desgastados, ausência de EPIs e falhas ambientais, incluindo vazamentos de óleo e chorume. As melhorias trouxeram mais segurança para os trabalhadores e mais qualidade na prestação do serviço.

Atualmente, Cuiabá recolhe entre 500 e 700 toneladas de lixo doméstico por dia, podendo alcançar até 800 toneladas nas segundas e terças-feiras, períodos de maior volume de descarte. Ao final de cada mês, a média acumulada chega entre 15 e 16 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos coletados.

O diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Felipe Wellaton, também ressaltou os avanços promovidos na coleta domiciliar e a dedicação dos profissionais.

“Hoje celebramos homens que desempenham um serviço indispensável para a cidade. Trabalhamos diariamente para garantir melhores condições operacionais, equipamentos adequados e mais segurança para nossas equipes. Os avanços conquistados na coleta refletem diretamente no trabalho desses profissionais, que merecem reconhecimento e valorização todos os dias”, declarou.

Neste Dia Nacional do Gari, a Prefeitura de Cuiabá reforça o reconhecimento e a gratidão aos trabalhadores que, diariamente, ajudam a construir uma cidade mais limpa, saudável e acolhedora para todos os cuiabanos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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