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Cuiabá bate recorde dos últimos quatro anos com mais de 16 mil vacinas aplicadas no Dia D

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), aplicou 16.296 doses de vacinas durante o Dia D de mobilização contra a influenza, realizado no último sábado (25). A ação ocorreu das 8h às 17h, em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), com atendimento intenso ao longo de todo o dia.

O resultado representa um recorde dos últimos quatro anos. Em 2023, foram aplicadas 10.728 doses; em 2024, 876 doses; em 2025, 7.201 doses; e, em 2026, o município alcança a marca histórica de 16.296 doses administradas em um único dia de mobilização.

A vacina contra a influenza foi a mais procurada, com 11.213 doses aplicadas (público prioritário). No entanto, a ação também contemplou a oferta de diversos imunizantes do calendário básico, reforçando a atualização da caderneta vacinal da população.

Entre as doses aplicadas no Dia D, estão:

Dupla adulto: 404
Covid-19 Pfizer (adulto): 653
Covid-19 Pfizer pediátrica (menores de 5 anos): 99
Covid-19 Moderna (Spikevax): 3
DTP: 303
HPV quadrivalente: 339
Dengue (atenuada): 530
Febre amarela: 761
Hepatite B: 333
Meningo ACWY: 355
Influenza trivalente: 11.213
Além de doses de pólio, rotavírus, varicela, tríplice viral, entre outras

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A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou o resultado expressivo da mobilização.

“Esse recorde mostra o comprometimento da população cuiabana com a saúde e reforça a confiança no trabalho das nossas equipes. Vacinar é um ato de cuidado coletivo e fundamental para prevenir doenças”, afirmou.

Além da vacinação, o Dia D também contou com atendimentos odontológicos nas unidades de saúde. As 74 equipes de saúde bucal realizaram, em média, 600 atendimentos individuais, com a execução de aproximadamente 2.400 procedimentos odontológicos, além de ações coletivas de promoção à saúde.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, também ressaltou o planejamento da ação.

“Foi uma mobilização ampla, com equipes preparadas e estrutura organizada para atender a população nas unidades e também em domicílio. Esse resultado reforça que estamos avançando na ampliação da cobertura vacinal”, pontuou.

A mobilização teve como foco os grupos prioritários da campanha contra a influenza, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos, puérperas, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, além de trabalhadores de áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e transporte.

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A estratégia também incluiu atendimento domiciliar para pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção, garantindo maior alcance da campanha e ampliando o acesso à imunização.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação contra a influenza segue disponível nas unidades de saúde (grupo prioritário) e orienta que a população procure o serviço mais próximo para manter a caderneta atualizada.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Confinamento bovino sob pressão: adaptação sanitária dos lotes define desempenho e custo por arroba na pecuária intensiva

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Confinamento bovino exige maior controle sanitário e padronização na entrada dos animais

O avanço dos sistemas de confinamento bovino no Brasil tem elevado o nível de exigência em relação ao manejo sanitário e à padronização dos lotes. Com a entrada de animais a partir de abril — período tradicional de intensificação da terminação —, a adaptação inicial passa a ser um dos principais fatores de impacto sobre o desempenho produtivo e o custo por arroba.

Em sistemas de alta densidade, a heterogeneidade dos animais oriundos de diferentes propriedades e manejos sanitários se tornou um dos principais desafios da pecuária intensiva, afetando diretamente a previsibilidade dos resultados.

Segundo especialistas, o maior problema no confinamento não está relacionado a parasitas externos, mas sim à variabilidade sanitária dos lotes no momento da entrada.

Heterogeneidade dos lotes impacta desempenho e aumenta risco sanitário

De acordo com o médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, Ingo Mello, a diversidade de origem dos animais aumenta a incidência de enfermidades durante o período de adaptação.

“O principal ponto de atenção está na heterogeneidade dos animais, que chegam com diferentes históricos sanitários e maior predisposição a doenças como pneumonias, clostridioses e dificuldades de adaptação ao cocho”, explica.

Embora o confinamento reduza a presença de ectoparasitas como carrapatos e moscas, o desafio sanitário se concentra nas primeiras semanas após a entrada dos animais.

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Verminose ainda é fator crítico nas primeiras semanas do confinamento

A verminose continua sendo um dos principais entraves ao desempenho inicial dos lotes. Animais parasitados tendem a apresentar menor ganho de peso, maior variabilidade e atraso na adaptação alimentar.

O impacto é mais evidente nos primeiros 30 a 40 dias do ciclo, período decisivo para o resultado final da engorda.

Nesse contexto, o protocolo de entrada e o processamento dos animais são considerados etapas fundamentais para padronização sanitária e redução de perdas produtivas.

Protocolos de entrada e vermifugação ganham protagonismo na pecuária intensiva

A vermifugação estratégica no momento do processamento é apontada como uma das principais ferramentas para garantir eficiência no confinamento bovino.

O uso de endectocidas de amplo espectro, como o Evol, associado a estratégias de manejo que reduzam o risco de resistência parasitária, contribui para melhorar a uniformidade dos lotes e acelerar a resposta produtiva dos animais.

A proposta é eliminar rapidamente os parasitas internos e reduzir a variabilidade entre indivíduos, favorecendo ganhos mais consistentes ao longo do ciclo.

Estresse no confinamento afeta consumo e desempenho produtivo

Além dos desafios sanitários, o estresse é outro fator determinante no desempenho do confinamento bovino. A mudança de ambiente, dieta e manejo eleva os níveis de cortisol, impactando diretamente o consumo de matéria seca, a imunidade e o ganho de peso.

Segundo especialistas, estratégias de mitigação do estresse são fundamentais para garantir eficiência produtiva e redução do tempo de terminação.

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Nesse cenário, tecnologias de bem-estar animal vêm ganhando espaço, como soluções à base de modulação comportamental e fisiológica, entre elas o FerAppease, que contribui para melhor consumo alimentar, ruminação e hidratação.

Resistência parasitária e eficiência operacional exigem manejo mais técnico

O avanço da resistência parasitária também tem exigido maior precisão nas estratégias de controle. O uso repetitivo de moléculas com o mesmo mecanismo de ação reduz a eficácia dos tratamentos ao longo do tempo, exigindo protocolos mais completos e rotacionados.

Para os especialistas, o confinamento moderno deve ser tratado como um sistema de alta precisão, no qual cada decisão de manejo impacta diretamente o custo por arroba e a competitividade da operação.

Confinamento como sistema de precisão na pecuária brasileira

Mais do que uma etapa de engorda, o confinamento bovino se consolida como um sistema altamente técnico, no qual sanidade, nutrição e bem-estar animal estão diretamente ligados ao resultado econômico.

Quando bem estruturados, os protocolos de entrada permitem maior uniformidade dos lotes, redução de perdas, melhor desempenho zootécnico e maior previsibilidade financeira ao longo do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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